
Protocolo de colaboração entre ABM e EEM foi ontem oficializado.
A partir de Janeiro do próximo ano, dois técnicos do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira (ABM) estarão na Empresa de Eletricidade da Madeira para tratar da inventariação, seleção e transferência da documentação histórica da Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira. Este é o resultado prático do protocolo ontem celebrado entre as duas instituições e que permitirá que seja incorporado, a médio prazo, no ABM um dos últimos arquivos públicos com data anterior à Autonomia. O trabalho de incorporação desta documentação encerrará assim um ciclo iniciado em 2002 e que garante a preservação e salvaguarda dos arquivos públicos da Região.
Segundo Rui Rebelo, presidente do Conselho de Administração da EEM, “o protocolo celebrado é uma mais-valia significativa na preservação do arquivo da Empresa da Eletricidade e na história da Região”, tendo em conta a importância que teve a Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira nas obras públicas da Região a partir de 1939.
Também presente na cerimónia, Eduardo Jesus, Secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura, sublinhou que este protocolo valoriza não só o ABM, como também a EEM, permitindo que esta documentação histórica fique disponível ao público em geral e reforçando a missão do Arquivo como “casa” do repositório histórico regional e da promoção do conhecimento.
O secretário regional aproveitou a ocasião para realçar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo ABM no sentido da incorporação de património arquivístico não só privado e público, recordando o trabalho em estreita colaboração entre a instituição e a Administração Regional, no sentido de promover a qualidade dos arquivos regionais
Esta colaboração foi iniciada após 1997,a partir de um inquérito feito aos arquivos públicos da Região, altura em que foi constatada a situação precária dos mesmos. Foi então concluído que era imperioso intervir diretamente nos arquivos dos serviços, assumindo desde então o Arquivo um diálogo permanente com a Administração Pública.
“Desde 2002, altura em que foi feita a primeira intervenção na Administração Pública, e até 2013 foram incorporados no Arquivo cerca de 7 quilómetros de documentação, correspondentes a 112 mil unidades de instalação”, disse Eduardo Jesus acrescentando que entre 2007 e 2013, os técnicos do Arquivo prestaram quase 9 mil dias de apoio em 116 intervenções externas.
E embora o próximo ciclo de incorporação de arquivos públicos esteja previsto arrancar em 2019, durante os próximos três anos, o ABM pretende continuar a promover o acesso online e a preservação digital dos documentos, assim como, e sobretudo, promover a utilização dos fundos e coleções existentes na instituição, junto dos diferentes públicos.
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