Fotos Rui Marte

Miguel Albuquerque minimizou hoje, em declarações ao Funchal Notícias, o “emagrecimento” da praia do Porto Santo, que se tem acentuado nos últimos 40 anos, comomas sido apontado por diversos cientistas, inclusive num recente colóquio organizado por Susana Prada, secretária regional do Ambiente. O governante atribuiu tal fenómeno a um processo cíclico que se repete todos os anos, e que é sazonal e sobejamente conhecido.
“Há já estudos feitos. Eu venho aqui ao Porto Santo desde 1961. A minha família vem cá desde os anos 40. Venho aqui todos os anos e a praia do Porto Santo, como todas as praias, tem areias móveis. As marés fazem com que a praia assuma configurações diferentes”, referiu.
No entanto, Albuquerque assumiu que o que não pode ser feito é prejudicar, de alguma forma, o cordão dunar. “Não pode haver qualquer impermeabilização das dunas, nem do ecossistema que faz com que as dunas existam, que é a vegetação que as sustenta e fixa”, referiu.
Questionado pelo FN se estava preocupado com a situação de ameaça à praia que vários cientistas e ambientalistas têm denunciado, o presidente referiu que “neste momento, não temos nenhuma indicação de que haja qualquer configuração substancial da praia que não seja devida às correntes e aos ventos. Neste momento, a praia está óptima”, assegurou.
Confrontado com as críticas que ainda recentemente foram feitas por vários cientistas no colóquio promovido pela própria Secretaria do Ambiente, o chefe do Executivo madeirense disse que o importante era monitorizar a situação.
“O que pode levar a uma alteração muito rápida da praia são erros humanos”, disse Albuquerque. “São construções em zonas onde não se pode construir…”
Questionado sobre se uma delas teria sido o Porto de Abrigo, admitiu que sim.
“Estamos a estudar as implicações do porto na praia, e se for preciso também fazer correcções, fá-las-emos”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






