
Rui Marote
Prometemos abordar o assunto, e hoje estamos de volta para dar a conhecer as reivindicações dos pescadores estacionados no varadouro de São Lázaro.
Há quarenta anos, este espaço, que era calhau conquistado ao mar, era conhecido pela ‘praia do Cambado’. Era zona de abrigo das embarcações de pesca de Câmara de Lobos, de iates e de canoas.

Junto ao paredão da estrada, existiam dezenas de barracas que serviam de armazém aos pescadores que guardavam os seus utensílios de pesca. Com a construção do cais dos contentores, foram obrigados a abandonar o local, que no Verão era a praia de muitos funchalenses. Alguns resistiram e só restam 16, que vão sobrevivendo estacionados nas novas instalações de São Lázaro.
Há cerca de três anos, a APRAM exigiu o pagamento de uma taxa mensal entre os 36 euros e os 48 euros mensais, por estacionamento. Os pescadores não reclamam dessa taxa, mas exigem ser tratados da mesma maneira que os clubes náuticos.

O pontão onde estão fundeados, alegam, é flutuante e sem garantias de segurança. Não têm direito a usar os WC que existem ou os balneários para tomar um duche. Não podem ir para o mar depois das 20 horas, porque as instalações são encerradas e se regressarem durante a noite terão de aguardar pela abertura às 8 horas.
Dizem-se discriminados, uma vez que os clubes lá existentes têm todos chave dos portões.
Se utilizarem o guincho oferecido pelo museu CR7, exigem-lhes o pagamento de um euro para colocar o barco no mar e um euro para o colocar em terra. Simbólico, apenas, mas entendem que nada deviam ter que pagar, e consta que em breve haverá uma nova taxa para se utilizar o varadouro para qualquer reparação.
Em caso de mau tempo, por alerta da Capitania, as canoas que estão estacionadas na praia de São Tiago recolhem a São Lázaro por um dia ou dois, e para isto, a APRAM exige o pagamento de 36 euros.
Tudo isto causa mal-estar nesta classe profissional, que quer colaborar e dialogar com os responsáveis, exigindo os mesmos direitos dos clubes náuticos residentes.
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