
O MPT Madeira critica, numa nota de imprensa, o tratamento que é dispensado aos desempregados, tratados “de forma desumana”, obrigados que estão a apresentações periódicas de quinze em quinze dias no Centro de Emprego da Madeira, Juntas de Freguesia ou Loja do Cidadão. Caso não o façam, perdem de imediato o acesso ao subsídio de desemprego. Uma forma pouco correcta, no entender deste partido, de tratar quem está em situação difícil, uma vez que “existem criminosos e delinquentes que na maioria das vezes não têm a obrigatoriedade de se apresentar às autoridades com a mesma severidade que é aplicada aos desempregados, o que nos leva a afirmar que aqueles que cometem infracções mais graves, têm melhores privilégios”.
Para o MPT, esta forma de tratar o desempregado, que frequentemente aufere subsídios de desemprego de valor económico miserável, “e o único rendimento disponível para as famílias que vivem já em situação de extrema pobreza”, é indigna.
O partido diz ter certeza de que a conjuntura política da última década foi causada por altos níveis de corrupção entranhada em todos os níveis da sociedade, fenómeno que continuará, dada a impunidade dos responsáveis.
“Os poucos processos que existem arrastam-se durante anos, até que prescrevam e, desta forma, os corruptos fogem à justiça, a mesma justiça que depois actua sobre os desempregados e onde se alega que apenas estão a cumprir a lei”, critica o MPT.
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