Governo e Grupo Sousa alvo das críticas da oposição no parlamento

Jaime leandro

Fotos Rui Marote e Luís Rocha

O Grupo Sousa continua a ser fortemente criticado na Assembleia Legislativa Regional, por conta das intervenções de vários partidos. O alegado ‘lobby’, que no entender dos vários partidos da oposição,  detém um “monopólio” da exploração portuária na Região, é, no entender de partidos de esquerda e de direita, culpado pelos preços elevados dos transportes marítimos e de mercadorias e é muito criticado já desde há múltiplas sessões plenárias. Uma nota constante que não mudou esta manhã, quando foi discutida uma proposta do PTP sobre um projecto de resolução para a reestruturação dos Portos.

Pela voz do deputado Quintino Costa, o PTP criticou a situação portuária dizendo que a Madeira é a única região do país onde “um grupo económico domina as operações” nos portos, com “um monopólio que prejudica todos os madeirenses”. Uma “roubalheira”, considerou, que, em seu entender é da responsabilidade do PSD.

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Desde os anteriores governos jardinistas que se reconhece a necessidade de uma reestruturação da concessão das operações portuárias,  mas isso, acusou, é a última prioridade do PSD e vai sendo constantemente protelada.

GIl Canha,  deputado independente, acusou também o PSD de não permitir divergências de opinião na protecção a certos empresários. Algo que foi fortemente contestado por Rómulo Coelho, Jaime Filipe Ramos e Carlos Rodrigues, PSD.

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Jaime Leandro,  líder da bancada parlamentar socialista, classificou como “gestão desastrosa da receita pública” a situação dos portos na RAM, que também foi denunciada com bastante acutilância por Roberto Almada (BE). Também Lino Abreu (CDS) disse que a reestruturação portuária foi promessa do actual Executivo regional, que “todos pagamos um elevado custo pelo transporte de mercadorias” e que é inaceitável que “o grupo”, pela utilização de infraestruturas portuárias da Região,  “não pague um cêntimo”.

“Um contentor que chega à Madeira custa muito mais caro do que um que vá para os Açores”, denunciou. “Deveria haver uma cobrança pelo porto do Caniçal”, principalmente quando a APRAM tem dívida de milhões.

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Rómulo Coelho foi o maior defensor da posição do PSD,  assumindo que o presidente do Governo e o secretário regional da Economia já se comprometeram,  até 2019, a reduzir os custos das operações dos portos. O actual modelo, admitiu, tem de ser  revisto,  e adaptado à realidade dos nossos dias, mas isso “não pode ser feito em cima do joelho”, exigindo “calma e tranquilidade”. A oposição,  em vez de só criticar o PSD e o Grupo Sousa, deve apresentar alternativas concretas e viáveis, disse. E, se tem conhecimento das ilegalidades que tão frequentemente insinua, deve denunciá-las à Justiça. Não se deve limitar a “dizer mal”. Aspectos em que também insistiu o deputado social-democrata Carlos Rodrigues.

Carlos Rodrigues