“Fazer da Cozinha uma Farmácia”

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Foto:FN

**No passado sábado realizou-se na Bioforma, no Funchal, um Workshop de Cozinha Vegetariana baseado no Projeto Safira: “Fazer da Cozinha uma Farmácia”.

Com este lema, os participantes tiveram a oportunidade de observar a confeção de uma refeição completa com ingredientes que contêm propriedades anticancerígenas, tais como cereais integrais, vegetais, leguminosas, frutos vermelhos, especiarias, etc.

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Durante o Workshop os participantes foram provando as receitas e o chá à base de cascas de limão com curcuma e pimenta preta; no final almoçaram as receitas confeccionadas. Foi dinamizado pela Dra Márcia Elias e pelas colaboradoras Elsa Gouveia e Cristina Francisco.

Este workshop teve muita adesão provando que os madeirenses também se interessam pela alimentação saudável.

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Está comprovado cientificamente que uma alimentação saudável pode reduzir o risco de cancro e Gabriel Mateus, o criador do Projeto Safira, provou-o. Outro fator mencionado é o stress, que debilita o nosso sistema imunitário e provoca várias doenças, entre elas o cancro. Juntamente com uma alimentação saudável a gestão do stress é também essencial.

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Safira, a filha mais nova de Gabriel, teve um cancro renal quando tinha cinco anos. O tumor maligno foi removido e visto que a quimioterapia revelava-se bastante agressiva para a criança, debilitando-a, os pais de Safira resolveram procurar tratamentos alternativos, entre eles mudar toda a sua alimentação.

Passados mais de cinco anos, Safira não revela sinais da doença, está saudável.

Ingerir muitos produtos de origem animal, processados, farinhas refinadas e açúcares, além do álcool, é sujeitar-se a ser alvo de doença, salienta Gabriel Mateus, que costuma chamar à nossa dieta ocidental, dieta acidental.  Nos últimos 60 anos criámos um padrão alimentar que consegue concentrar todos os fatores de risco numa refeição: excesso de proteína, gorduras saturadas, hidratos de carbono simples, pouca fibra e muitos açúcares adicionados, fazendo  com que mais tarde ou mais cedo tenhamos de nos debater com diabetes, doenças cardiovasculares e outras.

Segundo o mentor deste projeto e estudioso de nutrição clínica, devemos diminuir o consumo dos ómega 6, dos óleos vegetais (milho, soja, amendoim, todos à exceção do azeite e óleos de linhaça e colza), da carne proveniente de produção convencional, é preferível investir na carne biológica, de animais alimentados a pasto. Desconfie dos alimentos que têm mais de 4-5 ingredientes na sua composição.

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Por outro lado devemos incluir  na nossa alimentação mais alimentos ricos em ómega 3 (peixes gordos como a sardinha, salmão, cavala), linhaça moída, sementes de chia e de cânhamo, nozes, beldroegas… Devemos também tirar maior partido das crucíferas (couves, repolhos…). Devemos cortar as folhas e deixar um pouco em repouso antes de cozinhar a vapor para permitir que se produza substâncias importantes na prevenção do cancro. Ou, por exemplo, cozer a vapor os brócolos inteiros e depois polvinhá-los com sementes de mostarda moída, também vai potenciar os seus benefícios anticancro.

Refere também que o nosso problema não é a junk food é a junkie food (comida que vicia) e o pior é que começa logo na infância.

As evidências vão no sentido de aconselhar uma dieta de base vegetal, alimentos minimamente refinados e processados.

Imagem: Página de Facebook do Projeto Safira
Imagem: Página de Facebook do Projeto Safira

Já Hipócrates, considerado o “pai da medicina” dizia: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”.