ILMA à espera de melhores dias

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Fotos Funchal Notícias.

A fábrica fechou e 84 trabalhadores foram para o desemprego.

Leite, iogurtes, queijo, gelados, manteiga deixaram de se fabricar.

Acabou o rodopio de camiões cisterna que recolhiam o leite das “desnatadeiras” que existiam por toda a ilha.

Foi um rude golpe na indústria de lacticínios regional pois, graças à parceria com os produtores de leite (UCALPLIM -União de Cooperativas de Produtores de Leite), ainda absorvia algum leite das nossas vacas leiteiras.

As instalações da Ilma são, hoje, a imagem do declínio da indústria que , durante muitos anos, alimentou muita gente.

Nos anos oitenta, por exemplo, havia uma produção diária de leite que rondaria os 25 mil litros. Hoje, os poucos produtores são os fornecedores da Santo Queijo, que ainda absorve a escassa produção para fabricar o queijo fresco, o requeijão e demais produtos gourmet.

Chegou a dar emprego, directo e indirecto a cerca de 300 trabalhadores distribuídos por várias áreas.

A indústria e a empresa foram definhando. Esta última com dívidas que se foram avolumando aos trabalhadores, aos bancos e aos fornecedores.

O governo anterior ainda tentou uma solução mas a empresa fechou portas.

Recorde-se que, a 3 de Setembro de 2013, a maioria dos credores aprovou o encerramento da Indústria de Lacticínios da Madeira (ILMA).

Posteriormente, em 2014, o empresário António Nóbrega pagou 2,5 milhões de euros pelo património da ILMA.

As instalações, nos Piornais, em São Martinho, aguardam melhores dias.