Obras de reposição dos muros das ribeiras avançam na próxima semana

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Fotos Funchal Notícias.

Na próxima semana começam as obras dos muros das ribeiras do Funchal.

Apesar do concurso público lançado no início do ano passado englobar as ribeiras de João Gomes e Santa Luzia, o Funchal Notícias sabe que as obras que avançarão primeiro são as de Santa Luzia.

Aliás, há algum tempo foram visíveis os trabalhos de sondagem de terrenos, com máquinas, precisamente na zona do Jardim de Santa Luzia/Torreão.

Nesse sentido, enquanto decorrerem os trabalhos na zona da obra, será subtraída à via (no sentido ascendente e descendente) uma das faixas de rodagem.

Assim, as ruas 5 de Outubro e 31 de Janeiro serão as primeiras a sofrer intervenções.

ribeiras2Sabe-se ainda que os trabalhos serão executados por duas empresas de construção civil.

Recorde-se que, desde Fevereiro de 2010, são os blocos de betão improvisados que servem de guarda às ruas marginais às ribeiras.

Os muros e varandins foram destruídos pela enxurrada de há seis anos.

Conforme o Funchal Notícias avançou em Fevereiro de 2015, para além das proteções definitivas, o projeto lançado pelo Governo Regional prevê igualmente a reconstrução dos passeios, ao longo das Ruas Visconde do Anadia, Dr. Pestana Júnior e da Ribeira de João Gomes, no troço compreendido entre a ponte do Mercado e o nó Pestana Júnior, nas imediações da entrada da via rápida.

ribeiras3O concurso público, no âmbito da Lei de Meios, foi lançado o ano passado e o custo total ronda os 400 e 500 mil euros.

A intenção do governo anterior era intervir na reconstrução dos muros das ribeiras já em 2011 mas uma série de contratempos remeteu a intervenção para uma fase posterior a toda a intervenção na frente mar e nas fozes das ribeiras.

Recorde-se que, para além da redefinição de prioridades e dos constrangimentos financeiros, a obra que agora avança está implantada numa área cuja jurisdição foi redefinida.

As ruas marginais às principais ribeiras do Funchal eram municipais, passaram a  regionais (por via do polémico DLR 1/2013/M de 2 de Janeiro) e voltaram a ser municipais por intervenção legislativa da Assembleia Regional e por impulso do actual Governo de Miguel Albuquerque.