( * Com Bárbara Balelo, Tomas Velosa e Tomás Ornelas)
Os Jardins Suspensos da Babilónia foram construídos por ordem do rei Nabucodonosor II no século VI a.C.. Apesar de não terem sido encontrados registos da sua existência em termos arqueológicos, são considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo antigo. Eram compostos por cerca de seis terraços construídos como andares, dando a ideia de serem suspensos.
Os andares tinham cerca de 120 m², apoiados por colunas que chegavam a medir até 100 metros. Cada superfície era adornada com jardins botânicos que continham inúmeras árvores frutíferas, esculturas de deuses e cascatas, situadas numa planície rectangular.
Para preservar a beleza dos Jardins Suspensos, escravos mantinham o sistema de roldanas e baldes para encher as cascatas e piscinas, distribuindo toda a irrigação para as superfícies do local.
Os jardins teriam sido construídos por Nabucodonosor II para agradar à sua esposa preferida, Amitis, que nascera na Média, um reino vizinho, e vivia com saudades dos campos e florestas da sua terra. Considerados um autêntico oásis no deserto, deslumbravam aqueles que por lá passavam, contribuindo assim para a propagação de descrições exageradas.
Os historiadores gregos Diodoro e Strabo podem ter juntado descrições dos jardins assírios – que tinham animais, plantas exóticas e sistemas de irrigação – com obras de Nabucodonosor II quando escreveram sobre os jardins da Babilónia. Muito pouco se sabe sobre a verdadeira finalidade dos Jardins e a causa da sua total destruição.
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