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A guerra entre Filisteus e Hebreus consubstanciou-se no confronto entre o Filisteu Golias e o Hebreu David. O pastor fez aquilo que, ainda hoje, fazem os fracos quando enfrentam os fortes. Evitou o choque, escolheu as armas e causou surpresa a Golias. Estes são os três fundamentos da guerra de guerrilha. Adoptando estes princípios, no séc XX, o Cor. Alemão Paul von Letow-Vorbeck, a partir da actual Tanzânia, obteve a única vitória Alemã, na 1ª guerra. Sentimo-lo em Moçambique
Os 94 anos de vida, permitiram ao Coronel assistir às guerras de libertação das ex-colonias. Os povos colonizados iniciaram as guerras de libertação, lançando mão da guerrilha e do terrorismo. Comprova-o a Argélia onde a França foi a vítima da guerrilha, terrorismo e religião. Era assim nos anos 60, no Médio-Oriente, berço de três importantes Religiões.
Um combatente japonês no Pacífico escreveu à mãe: …”vim almoçar e depois irei para o aeródromo …será lua cheia esta noite. Contemplá-la-ei ao largo de Okinawa e escolherei o navio inimigo”. Não poderia este texto do kamikazé ser escrito, 70 anos depois, por um terrorista islâmico lançando-se contra alvos militares ou civis? A banalização da morte assusta, faz-nos recuar a Unamuno quando reagiu ao VIVA A MORTE com MORTE À VIDA. Aos kamikaze, sucedem-se, hoje, os jihadistas suicidas O rompimento dos equilíbrios geoestratégicos, estabelecidos em 1945, desfizeram-se. A Europa, eufórica, abateu muros em 1989. Agora, assustada, levanta-os. Os USA são atingidos pelos terroristas com a mesma facilidade com que Paris era em 1960. As ideias de Vorbeck, continuam a lançar pânico nas populações, agora à escala planetária.
O DAESH não é um Estado no sentido tradicional. Explora uma situação de ausência de poder, mantendo populações em cativeiro. A motivação dos combatentes tem muito que se lhe diga. Os kamikazes, como vimos, morriam pela Pátria. A Pátria não é o motivo por que morrem os jihadistas suicidas. É óbvio que quando se “morria pela Pátria“ o combatente se esforçava por ficar vivo. A tropa de Vorbek também não queria morrer. Hoje, quando se fala na VONTADE DE MORRER, como forma de provocar danos ao inimigo, não podemos aceitar como explicação o ódio, o radicalismo religioso ou o subdesenvolvimento. A humilhação que grassa em sociedades com tradições culturais e religiosas superiores, geram um orgulho colectivo a raiar o nacionalismo. A tentação imediata é julgar como crime os atentados terroristas. Assim, combatemos os efeitos, esquecendo as causas.
Ronald Rumsfeld disse: “Falta-nos, hoje, uma forma de medição para sabermos se estamos a ganhar ou a perder a guerra global contra o terror”, o medo instalou-se no Mundo e ele é o seu Campo de Batalha. Os fins justificam os meios, pelo que recorrer ao crime organizado é prática usual. Lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, negócios de armamento, corrupção etc., é comum. Em 2001, no rescaldo do 11 de Setº, imaginou-se que o sistema financeiro internacional, sob pressão dos USA, sofreria mudanças, para que o crime deixasse de compensar. Nada disso aconteceu para mal de todos nós.
Fiel à visão holística que a Igreja tem do Homem, o PAPA FRANCISCO, tenta reconciliar as Religiões, no furacão do Médio-Oriente e simultaneamente denuncia as incoerências do sistema financeiro
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