A maioria dos dez candidatos a Presidente da República já foi votar e a tónica comum a todos eles é o apelo à participação eleitoral. A abstenção tem sido, até ao momento, a principal preocupação manifestada nos discursos à saída das secções de voto.
Maria de Belém afirmou, em Sintra, estar confiante numa forte participação, sinal de que a democracia está de boa saúde. “O que desejo é que muita gente vá votar e vote bem”.
Vitorino Silva, que votou na freguesia de Rans onde recebeu da própria filha o boletim de voto, sublinhou a necessidade de resgatar os jovens à indiferença, no sentido de participarem mais ativamente nos atos eleitorais.
Paulo Morais reconheceu, no Porto, que o dia das eleições é o mais importante na vida democrática, afirmando que “cada voto conta”. “É neste dia que a voz é devolvida ao povo”.
Jorge Sequeira, no seu estilo descontraído, disse esperar que seja um dia de exercício de cidadania. “É um dia em que os portugueses devem ter orgulho de poderem decidir só com o recurso a uma caneta”, disse à saída da secção de voto, no Porto.
Sobre o alargado número de candidatos, considerou algo de positivo e revelador da maturidade democrática.
Dizendo-se sereno e tranquilo, mas com pequena inquietude, Jorge Sequeira admitiu que irá talvez passar ainda hoje por uma igreja para refletir.
Cândido Ferreira, em Leiria, reconheceu que o desencanto em relação à política e aos políticos tem afastado os eleitores das urnas, sublinhando a forma como a sua candidatura procurou dignificar a democracia.
Henrique Neto, em Lisboa, lamentou a dificuldade em fazer passar a sua mensagem durante a campanha, admitindo não ter conseguido analisar os problemas reais do país.
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