Há festa, luzes, decorações mas continua a haver muitos pobres

pobres 1Neste tempo de oitavas de Natal, a cidade parece respirar abundância ou não fossem as luzes e as decorações, as cantorias e folguedos, um bom embalo para maquilhar os tempos de crise por que passam tantas e tantas famílias também madeirenses. Como se não bastasse, cai-nos em cima a falência do Banif, com prejuízos incalculáveis para toda a Madeira, a níveis que o cidadão comum nem imagina.

Hoje, o FN não dá à estampa o colorido bonito das luzes da ribalta de uma cidade turística, mas dá o protagonismo aos pobres que diariamente matam a fome também na incansável Associação Protetora dos Pobres, na rua do Frigorífico, graças ao trabalho notável e abnegado desta instituição dirigida por Luísa Pessanha.

Todos os dias, por volta do meio dia e das 19 horas, alinham-se na fila para saciar a fome. Jovens e adultos ali encontram o salvo conduto para a vida, enquanto outros vivem fartas consoadas ou preparam festas do fim do ano que quase custam o ordenado mínimo nacional. Chocante, mas real. Estes cidadãos que a imagem documenta parecem poucos mas que dizer daqueles que, à noite, se abeiram das estradas para receber, com absoluta discrição mas efetiva necessidade, as refeições embaladas por mãos amigas. E são tantos…

A Igreja Católica instituiu este ano como o da Misericórdia e pede a todos a prática de obras de Misericórdia. Que tal começarmos todos por estender a mão, com o que nos é possível, a quem efetivamente precisa? Quem é crente, sabe que Jesus responderia dizendo mais ou menos isto: se o fizerdes a um pequenino, é a Mim que o fazes. Quem não é crente, certamente não precisa de motivos para ajudar quem mais precisa.


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