A falta de dinheiro é uma das principais causas de stress a nível internacional

Imagem: www.bancodasaude.com
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(*Com LC)

O dinheiro, a pressão que as pessoas colocam sobre si e a falta de sono ou dormir pouco são as três maiores causas de stress a nível internacional, segundo um estudo em 22 países da GfK ( Growth from Knowledge,  empresa de estudos de mercado de origem alemã).

Quase três em dez pessoas (29%) dizem o dinheiro que possuem para viver é o seu maior motivo de stress.

Este ponto é seguido pela pressão que cada um coloca sobre si mesmo (27%), o facto de não conseguir dormir o suficiente (23%) e não ter tempo para fazer o que desejam (22%). A quantidade de tarefas diárias (citado por 19%) completa o top cinco das causas mais comuns que provocam stress, a nível internacional.

Estas cinco origens de stress são transversais entre faixas etárias, com indivíduos entre os 15 e os 39 anos a referirem estes cinco pontos. Contudo, a ordem de valor altera-se com a idade.

O peso do trabalho, as preocupações monetárias, não dormir o suficiente e não ter tempo para fazer o que se gosta, a médio e longo prazo começam a refletir-se no corpo e na saúde de cada um. Então a partir dos 40 anos as pessoas passam a ter mais preocupações com a sua saúde, ou com outro membro da família, como causa de stress e não tanto com o nível de trabalho diário.

Entre os 22 países analisados pela GfK apenas os alemães, os chineses e os brasileiros não encaram a falta de dinheiro como maior causa de stress. Mas a Alemanha, China e Brasil são excepção. Depois de analisados 22 países, a GfK concluiu que apenas nestes três o dinheiro não é a maior origem do stress. As pessoas apontam como primeira causa a saúde.

Quem tem mais de 50 anos declara que a saúde é o principal fator de stress e, aos 60 anos, os indivíduos deixam de colocar pressão sobre si próprios, elemento que sai deste top cinco, e passam a revelar questões como o terrorismo ou alterações ambientais.

Mas este estudo da GfK também revelou que, no global, três em cada dez pessoas são relativamente livres de stress (30%) e nesta prova a Alemanha e o Japão são os grandes vencedores. No Japão, quase metade dos cidadãos (48%) consideram que nenhum dos itens apresentados são causadores de stress; enquanto na Alemanha (44%).

Portugal não foi contemplado neste estudo, mas a nossa vizinha Espanha foi, e 44% dos inquiridos apontou a falta de dinheiro como a principal causa de stress, seguida da falta de tempo para fazermos aquilo que gostamos, ficando em terceiro lugar a saúde.

 


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