Movimento pró-Manuel António contra Albuquerque não passa de “pólvora seca”

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Uma imagem com anos e daí para cá muita coisa mudou assim como os lugares, Jardim não apoia contestação a Albuquerque. Foto: Rui Marote

Há um movimento de contestação interna, no seio do PSD/M à atual liderança do partido e chefia do governo.Um grupo de apoiantes de Manuel António reivindica um congresso extraordinário para levar o ex-secretário do Ambiente e opositor de Albuquerque à liderança.

O FN foi informado de que, ontem, houve uma reunião informal na sede da Fundação Social Democrata e o assunto esteve na ordem do dia. Acontece que não há consenso e muito menos uma vaga de fundo consistentes para avançar com a viragem. Para já prevalece a opinião de que é prematuro e inconsequente travar a ação do atual líder que tem toda a legitimidade para governar.

O próprio Alberto João Jardim já veio a público afirmar que a hora de Manuel António já passou e que o tempo não é para “brincadeiras” dentro do partido. É o ex-presidente a demarcar-se de uma eventual candidatura do seu ex-secretário neste momento, como se lê no seu artigo de opinião publicado no seu Facebook: “(…) Havendo um Governo de maioria parlamentar absoluta – tal como, maior, em 2012 – com poucos meses de exercício e não decorrendo o próximo congresso regional em tempo e circunstâncias justificantes da anunciada “alternativa”, todos os que temos bom senso e empenho nas causas autonomista e social-democrata não podemos aceitar “brincadeiras” destas. Até para não comprometer no futuro o que então seja preciso fazer.
Terceiro, não acredito, por causa do erro de protagonismo.Cada um tem o seu tempo próprio. Ou é, ou não é, capaz de aglutinar. Na política não se pode insistir em rotinas que deram o que tinham a dar e que, até, podem ter deixado um lastro de desacordos e desilusões. Quarto, por muito que o uso da palavra “renovação” – que, na prática revela-se uma fractura com consequências futuras – queira dar um ar de práticas políticas novas, estas, pelos resultados, não são melhores que as anteriores. As anteriores estão objectiva e positivamente comprovadas em termos de Bem Comum, não sendo importante para o efeito o que julgam os dirigentes da Oposição. Neste quadro, os autonomistas sociais-democratas não podem aceitar o risco da repetição do aventureirismo eleitoral interno, só porque há gente que tem expectativas ou ambições frustadas (…)”.
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Quem está em silêncio absoluto é Manuel António, mais dedicado a gerir os seus negócios na nova empresa de management que criou recentemente, entre outros investimentos, além de ser um quadro da Direção Regional dos Assunttos Fiscais.

Os adeptos de Albuquerque dizem-se serenos e acham que esses movimentos anti-liderança são meramente residuais e não passam da pólvora seca. O líder e presidente do GR está mais apostado em governar do que a alimentar divisões internas e a sobretudo manter um bom clima institucional com o novo Primeiro Ministro, já que perdeu o apoio incondicional que tinha com o amigo Passos Coelho que sai agora de cena.