Carlos Azeredo intercala a dura luta política com o passeio ao seu dálmata

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O general Carlos Azeredo marcou um período da História da Madeira no domínio político.

A foto que hoje o FN publica alude a um momento de grande dificuldade para o bigadeiro, intercalado com um passeio com o seu amigo Dálmata. Por vezes, como já diz a sabedoria popular, “quanto mais conheço os homens…”

Os tempos em que presidiu à Junta Geral da Madeira não foram fáceis,  em substituição do governo civil do Distrito Autónomo do Funchal e da respetiva Junta Geral. A Junta Regional da Madeira foi moldada à semelhança dos Açores e funcionou até à tomada de posse do I Governo Regional da Madeira, em setembro de 1976.

A Junta era presidida pelo também conhecido brigadeiro Carlos Azeredo, Governador Militar da Madeira, e era composta ainda por seis vogais: Eng. Rui Vieira, Eng. Ribeiro de Andrade, Eng. Jaime Ornelas Camacho,  Eng. David Caldeira, Monteiro de Aguiar e Dr. Evangelista Gouveia.

O general Carlos Azeredo tem também uma história curiosa e polémica,  já que governou em tempos muito conturbados pós-revolução de abril. General de cavalaria, monárquico, participou ativamente na Revolução do 25 de abril de 1974. Em 1975, assume as funções de governador civil do Distrito do Funchal.Depois, foi comandante da Região Militar do Norte e Chefe da Casa Militar do presidente Mário Soares.

Em 1997, ainda tentou concorrer à Câmara Municipal do Porto, através da coligação PSD-CDS mas foi derrotado por Fernando Gomes.

As condecorações são várias no seu curriculum e editou um livro sobre o período conturbado pré e pós-25 de abril, de seu nome Trabalhos e Dias de um Soldado do Império.