Caça ao homem numa França ainda amedrontada

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A polícia francesa está à caça de Abdeslam Salah, apontado como um suspeito no envolvimento nos atentados em Paris, descrito como “perigoso”.

O homem, de 26 anos, é cidadão francês. As autoridades divulgaram uma fotografia do suspeito procurado.

Sete atacantes, incluindo dois que viveram na Bélgica, que está também sob forte alerta na sequência dos atentados, morreram durante o assalto a uma série de alvos, referiu a BBC, citando fontes oficiais francesas.

O ministro francês Bernard Cazeneuve disse que os ataques foram perpetrados por um grupo de indivíduos com base na Bélgica e que beneficiaram da ajuda de cúmplices em França.

Segundo os hospitais, o número de mortos a esta altura cifra-se nos 129 – não 132 como referiu anteriormente a agência de notícias France Presse.

Apesar das ameaças do Estado Islâmico, que reivindicou os ataques, a França disse que continuará os ataques aéreos contra as posições do grupo na Síria e no Iraque.

Hoje, a descoberta de um suposto carro de fuga em Montreuil, no leste de Paris, suscitou a suspeita de que pelo menos um implicado nos ataques escapou.

A polícia apela a quem reconhecer Abdelslam Salah que não se aproxime dele.

O carro descoberto pelas autoridades terá sido utilizado no ataque a restaurantes na sexta-feira. Várias espingardas automáticas Kalashnikov AK-47 foram encontrada no carro.

Na França, estão a assinalar-se três dias de luto. Hoje foi realizado um serviço fúnebre na Notre Dame.

Entretanto, verificou-se pânico na Place de La Republique, onde centenas de pessoas se tinham reunido para homenagear as vítimas, com a multidão a correr por cima de velas e de flores, ao assustar-se com o som de fogo de artifício e a refugiar-se em lojas, onde as persianas metálicas foram rapidamente fechadas e todos se deitaram no chão. O medo ainda assola a capital francesa.


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