
A deputada socialista no Parlamento Europeu, Liliana Rodrigues, viu serem aprovadas ontem as suas emendas, enquanto relatora sombra do Relatório Anual sobre os Direitos Humanos e a Democracia no Mundo (2014) e a política da União Europeia nesta matéria.
Depois de uma difícil negociação, discutida parágrafo a parágrafo, que só terminou ontem ao fim do dia, Liliana Rodrigues mostrava-se claramente satisfeita com o resultado da votação, ontem de manhã, na Comissão das Mulheres e da Igualdade dos Géneros, referindo que “há determinados princípios em que não podemos ceder” e acrescentando que “quando falamos em igualdade e democracia no mundo, a tendência é julgarmos que nos referimos a países fora da UE e hoje vi aprovado no texto a emenda que insiste que este é um problema dentro e fora da UE. Mais satisfeita fiquei por ver incluída uma outra emenda que prevê a integração da igualdade dos géneros na política comercial da UE.” Para a deputada socialista “o empoderamento das mulheres só será possível, dentro e fora da UE, quando as empresas europeias a operar em países terceiros promovam uma real e efectiva igualdade de género que faça parte das políticas internas dessas mesmas empresas, ou seja, que a igualdade dos géneros esteja presente nas relações e condições de trabalho.”
Defensora do sistema de quotas como instrumento provisório de melhor e mais democracia, Liliana Rodrigues viu também aprovada a emenda que recomenda a introdução de um sistema de quotas como um instrumento necessário na promoção da participação das mulheres nos órgãos políticos e no processo democrático, principalmente enquanto candidatas, e ainda a inclusão da questão LGBTI, conseguindo colocar no texto final uma oposição clara a “qualquer legislação, regulamentação ou pressão governamental que limite indevidamente a liberdade de expressão, particularmente a das mulheres e LGBTI”.
Das propostas apresentadas pela deputada socialista e aprovadas em Comissão consta a autodeterminação sexual e reprodutiva das mulheres e ainda o apoio às organizações civis que se dedicam a promover a igualdade de género nos países terceiros; o reforço da integração das questões de género na ajuda humanitária da União Europeia; o apoio aos países terceiros na implementação do ensino vocacional, na frequência por parte das mulheres da formação superior nas áreas das ciências e das tecnologias, no desenvolvimento de programas de formação sobre igualdade de género para profissionais da educação e na prevenção de estereótipos através dos materiais educativos.
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