“Banco de terras” para fomentar a agricultura madeirense

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Os centristas propuseram uma “bolsa de terras” que esteve hoje de manhã em debate na Assembleia Regional, uma ideia que visa favorecer uma melhoria dos meios de aproveitar terrenos baldios para fins agrícolas e silvícolas. A perspectiva é ajudar eventuais desempregados ou pessoas em situações complicadas motivadas pela crise económica e financeira e que vejam na actividade agrícola um meio de preencher os seus tempos com vantagem.
A ideia é a de que os terrenos abandonados possam vir a ser postos à venda ao fim de uma década O banco de terras serviria para incluir terrenos desaproveitados cujos donos queiram vender ou alugar. O mesmo poderá acontecer com terrenos devolutos cuja propriedade é desconhecida. Curiosas foram as reacções a esta proposta. Não faltou quem considerasse ironicamente que esta é a “reforma agrária do CDS”. E não faltou também alguma estranheza com o facto de o PCP se mostrar preocupado com a propriedade privada, ao alertar para o facto de que dez anos pode ser pouco para reclamar a propriedade destes terrenos incluídos entretanto no banco de terras, mas cujos legítimos proprietários podem ainda aparecer (por exemplo no caso de terrenos devolutos).
De forma geral, os deputados foram favoráveis à proposta. Apenas José Coelho, do PTP, se mostrou profundamente descrente de que haja gente interessada em trabalhar a terra. Disse ter conhecimento de casos em que os donos de terrenos os põem à disposição de graça, para quem os queira trabalhar, mas não surgem interessados, afiançou. A crise económica faz com que as pessoas se desloquem mais das zonas rurais para os centros urbanos, garantiu. Por isso, disse que esta proposta do CDS “só poderia te vindo de quem nunca pegou numa enxada”, riu-se.
Outras vozes se levantaram, porém, defendendo que a medida é positiva, pelos efeitos que podem contribuir para a protecção da paisagem ou o aproveitamento dos produtos agrícolas regionais.