
O PS-Madeira emitiu um comunicado lembrando que a Câmara da Calheta fez saber, com grande projeção mediática, no dia 3 de Novembro de 2014, que iria criar um gabinete de apoio ao investidor com o “objetivo de agilizar os procedimentos burocráticos e acompanhar o investidor nas diversas fases do projeto.”
Reconhecendo o interesse desta medida e da sua rápida implementação, referem os socialistas, “muito nos surpreende que, passado um ano, ainda não se tenha concretizado”.
O PS prossegue dizendo que se alguns investidores não têm sentido dificuldades em prosseguir com os seus planos de investimento na Calheta, “sabemos que outros há que sentem mais dificuldade e entraves em executar os seus projetos”.
“Num concelho onde não abundam postos de trabalho e onde existe um grande potencial de negócio em diversos setores, as entidades públicas e governamentais devem criar todas as condições e incentivar os investimentos privados que acrescentem valor ao concelho e contribuam para a fixação de população jovem e para um acréscimo da qualidade e nível de vida das suas populações”, defende o partido.
Os socialistas alertam que no concelho da Calheta há um número elevado de pessoas a usufruir de apoios e abonos sociais, um quadro que se agravou nos últimos anos e que onera os orçamentos do Governo e autarquia. Seria, pois, necessário e desejável para todos dar incentivos aos investidores, sobretudo locais, para a promoção de emprego e assim, dar oportunidades aos residentes de ficar na sua terra e contribuir
para a economia local.
Um gabinete de apoio ao investidor, no entender do PS-M, deve ser
enquadrado numa estratégia autárquica mais ampla de ordenamento de comércio e
indústria, que não parece existir. Achamos que um gabinete dessa natureza deveria
ser ter maior abrangência de intervenção e não cingir-se ao acompanhamento dos
procedimentos burocrático, dizem.
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