Operações de ferry no contexto do porto do Funchal

 

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Paulo J. Melich Farinha

No primeiro dia de outubro, foi anunciado pelo Governo Regional da Madeira que havia cinco armadores interessados na ligação marítima via ferry entre a Madeira e o Continente, inclusive manifestaram vontade de prosseguir para a nova fase do processo, o que acontecerá em sede de negociação com a APRAM-Administração dos Portos da Madeira, no sentido de se analisarem os termos em que este serviço de transporte marítimo poderá vir a ser desencadeado.

O Governo Regional pretende que o período de negociação, que se iniciará a 15 de outubro, decorra até ao fim do mês de novembro, do corrente ano.

Muito bem.

Foi referido no anunciado, “a inexistência de espaço para parqueamento de carga, no Porto do Funchal”, o que me surpreendeu pela negativa.

Prefiro e deve-se utilizar o termo carga rodada, que se trata de viaturas ligeiras, médias, pesadas e atrelados.

Portanto não há operações com contentores, nem de máquinas de elevação verticais ou horizontais.

Publico uma imagem do espaço sem utilidade no local onde existia os silos de cerais que foram demolidos, contiguamente existe um grande espaço por debaixo da Rotunda do Porto do Funchal, também sem utilização.

Sugiro que estes espaços comuns, descoberto/coberto sejam aproveitados para as operações com navio ferry entre a Madeira e o Continente, inclusive contemplados nas negociações com os armadores interessados. Será uma mais-valia para o interesse na ligação marítima. Evidentemente que a área portuária onde se desenrolará a logística referente a um ferry será um dos pontos importantes para um armador realizar operações com um ferry no Porto do Funchal, e não só, também para a Porto Santo Line e APRAM com a disponibilidade de espaço para estacionamento e passagem de viaturas dos utentes, ficando mais liberta a via principal de acesso aos restantes cais do Porto do Funchal, descongestionada de viaturas aquando das operações com o ferry “Lobo Marinho” e num futuro próximo de um ferry maior a ligar o Funchal ao Continente.

O espaço que era ocupado pelos silos tem um acesso em rampa através da Avenida Sá Carneiro a Norte, ao lado da discoteca Vespas. Este acesso será ideal para quem quiser aceder ao ferry, com saída pelo acesso principal do porto.

Há que simplificar as coisas.

Outro assunto relacionado.

O Comandante Monteiro Marques colaborador da empresa sediada em Setúbal, L. Branco-Navegação e Trânsitos, que agencia a Naviera Armas em Portugal, continua à espera de uma resposta (13 de Outubro, 18:30h) da Presidente da APRAM.