PS desafia PSD a “entendimento tácito” sobre o novo hospital

carlos pereira faria nunes

O PS Madeira reuniu na manhã de hoje com o secretário regional da Saúde, Faria Nunes, tendo por objectivo, como disse o cabeça-de-lista Carlos Pereira, tomar o pulso àquele que é, neste momento, um dos mais importantes sectores da vida pública na Região, o sector da Saúde. E o PS tem observado “dificuldades muito grandes com a saúde na RAM”. e muitas “hesitações” por parte do governo relativamente às formas de resolver a “quantidade significativa de problemas” que a Saúde hoje atravessa.

Após a mudança de secretário regional da Saúde ocorrida após 90 dias de governo, o PS entendeu ser oportuno ouvir o novo governante responsável pela tutela.

Os socialistas quiseram sublinhar quais são as suas posições relativamente à Saúde, e os problemas para os quais gostaria de ver soluções urgentes, como as listas de espera para as consultas e as cirurgias. O PS está também preocupado com a forma como a actual situação financeira pode reflectir-se negativamente no serviço de Saúde.

“Sabemos que continuam a faltar coisas essenciais no hospital”, denunciou. E isto “não deixa ninguém sossegado”.

Por outro lado, “há um vazio programático quanto às instalações do hospital, nós não sabemos exactamente o que vai acontecer, o orçamento rectificativo que foi aprovado não tem verbas para o que é preciso fazer no hospital que está actualmente em funcionamento”, afirmou Carlos Pereira.

Por outro lado, continuou, “não se sabe qual é a estratégia do governo para o novo hospital”.

Os socialistas denunciaram ainda o hospital dos Marmeleiros, que, disse Carlos Pereira aos jornalistas ao final do encontro com Faria Nunes, “está claramente a cair de podre”.

O PS afirma que não tirará da sua agenda de prioridades e da sua acção permanente na Assembleia da República a necessidade de financiamento do novo hospital, que deve estar incluído na Lei de Finanças Regionais.

“Vamos insistir com o governo da República para o compromisso de co-financiamento, ou pelo menos com a inclusão do projecto do hospital como projecto de interesse comum”, prometeu.

Mas há uma necessidade, por parte do governo regional, de clarificar a sua posição, de “mostrar o jogo”, o que, disse o orador, ainda não fez.

O PS lançou ainda um desafio a todos os partidos, e em particular ao PSD, para que haja um entendimento tácito sobre o projecto do novo hospital, e a forma de o defender na Assembleia da República,