Superintendente Madalena Amaral promete diálogo com agentes, sociedade e demais instituições de segurança e prevenção

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FOTOS: RUI MAROTE

A superintendente Madalena Amaral estreou-se como comandante da PSP da Madeira deixando uma impressão de despretensiosismo, de simpatia e simultaneamente de seriedade e de apreço pelo trabalho dos agentes, na cerimónia que assinalou, hoje, simultaneamente a sua entrada em funções e o aniversário do Comando Regional da PSP-Madeira. Presentes, estiveram a ministra da Administração Interna, Anabela Miranda Rodrigues, o director nacional da PSP, Luís Farinha, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, e o presidente da Assembleia Regional da Madeira, Tranquada Gomes, entre outras entidades, civis, militares e religiosas.

No seu discurso, Madalena Amaral enfatizou o “excelente trabalho” realizado pelo Comando Regional e pelo anterior Comandante, superintendente-chefe Miguel Mendes, a quem desejou as melhores felicidades, pessoais e profissionais, como comandante do Comando Metropolitano do Porto.

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Falando desta nova etapa da sua vida profissional, Madalena Amaral prometeu empenhar-se na mesma com a mesma dedicação que aplicou nas anteriores funções que exerceu.

Dirigindo-se aos agentes, considerou que desempenham um trabalho exigente, com características muito próprias e específicas. “O nosso desempenho está permanentemente a ser avaliado e a todos nós, a todo o momento, são exigidos requisitos e qualidades com as quais temos de nos identificar, e sem as quais não correspondemos ao que é esperado de nós”, disse.

Destacou, por exemplo, o sentido de responsabilidade, que implica comprometimento; a disciplina, que implica respeito, exigência e rigor; a iniciativa, que implica estímulo, motivação e antecipação, e a disponibilidade, que implica dedicação, interesse e esforço. Características que têm ainda de ser complementadas com competência e profissionalismo.

“A tudo isto ainda precisamos de acrescentar, por vezes, uma elevada dose de autocontrolo, uma grande capacidade de gerir as emoções”, e de estabelecer relações com o cidadão com quem a PSP contacta diariamente.

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Importa não esquecer, referiu, que apesar das qualidades que são exigidas ao polícia, “temos o que qualquer ser humano tem: receios, medos, fragilidades”. E dificuldades a ultrapassar, na procura de uma vida melhor para si próprios e para as suas famílias.

Nesse sentido, frisou o seu apreço e respeito pelo empenhamento, sacrifício e resultados obtidos diariamente ao serviço da causa pública.

“Manifesto a todos a minha consideração e confiança, em que continuareis a dar o vosso melhor, com generosidade e brio profissional (…)”, declarou, dirigindo-se aos polícias que a escutavam.

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Madalena Amaral evocou um pouco do seu passado, que, apesar da sua elevada patente, não começou directamente no oficialato: em 1980, quando se apresentou na Escola Prática de Polícia, como agente provisória, não estava nos seus horizontes chegar à actual função. Cinco anos depois, quando se apresentou na antiga Escola Superior de Polícia, agora Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, a perspectiva era diferente. Já ambicionava uma oportunidade mais arrojada, como oficial de polícia, ao mesmo tempo de ambicionava demonstrar que era digna de fazer parte de uma nova geração destes profissionais.

Recebeu dos seus pais, disse, um apoio incondicional. A Escola Superior de Política deu-lhe a formação académica, e a PSP a experiência prática.

“A vida testou-me (…) Mas este percurso não tem sido feito sozinho, mas com todos os profissionais com os quais tenho trabalhado, homens e mulheres (…) sem os quais não teria conseguido desempenhar as funções que me têm sido atribuídas. Também aqui no Comando Regional da Madeira espero poder contar com a vossa disponibilidade e a vossa ajuda, pois sem a vossa colaboração tudo será mais difícil de alcançar, e mesmo que o alcancemos, não terá o mesmo sabor, se não for vivido, ultrapassado e partilhado convosco.

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Reflectindo sobre os seus 35 anos de carreira, constatou que muita coisa mudou: “Temos hoje uma Polícia diferente, mais moderna, cada vez mais capaz (…)”. Mas as transformações sociais, sublinhou, exigem também mais da Polícia: que seja capaz de dar respostas que a sociedade precisa e que os cidadãos esperam.

Por outro lado, disse que não tem ainda conhecimento da realidade concreta do Comando da Madeira, e como não tem o poder de adivinhar, não pode prever ou antecipar acontecimentos; no entanto, assegurou desempenhar as suas funções com rigor, disciplina e muita determinação.

“Conto com o vosso espírito de missão e a vossa dedicação”, pois “só partilhando as dificuldades e construindo as soluções conseguimos alcançar as metas e partilhar as vitórias”, acrescentou.

Para Madalena Amaral, a PSP tem de apostar na melhoria da qualidade do serviço que presta à sociedade. Só assim pode fundamentar a sua legitimidade.

Prometeu ainda aos agentes, no respeito pela hierarquia, um diálogo responsável e participativo na busca das melhores soluções para os constrangimentos e dificuldades com que a PSP-Madeira se vai deparar.

A prevenção da criminalidade e o reforço do sentimento de segurança dos cidadãos, enfatizou, são metas a alcançar.

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A conjuntura de crise que o país tem atravessado, com os condicionalismos sociais que se verificam, exige da PSP, mais do que nunca, um papel importante no assegurar da segurança e da liberdade democrática, garantindo os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, contribuindo para o normal funcionamento das instituições.

“Precisamos, portanto, de adoptar o conceito integrado de segurança interna, através da optimização dos recursos de todas as instituições (…) numa estreita cooperação entre todos os actores de segurança e de prevenção (…)”.

A melhoria das condições de trabalho dos profissionais de polícia, assegurou, é outra das suas preocupações.

Por seu turno, Luís Farinha, director nacional da PSP, enfatizou várias vezes na sua intervenção o contributo que a segurança apresenta para benefício de uma actividade tão importante para a Madeira como o é o turismo, classificando a Madeira como “destino seguro”, destacou a disponibilidade e o “forte sentido humano” de Madalena Amaral e manifestou-lhe todo o seu apoio e solidariedade.

Finalmente, a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, congratulou-se com a longevidade institucional do Comando Regional da Madeira da PSP, criado em 1878, que, declarou, constitui prova do seu profissionalismo e capacidade de adaptação às circunstâncias das diferentes épocas.

“É de elementar justiça ver na PSP um elemento de ligação na continuidade territorial consagrada na Constituição”, frisou. A segurança é essencial para que pessoas e empresas possam exercer as suas actividades.

Sobre a Madeira, acentuou o decréscimo da criminalidade geral e da criminalidade violenta, que, em seu entender, tem acompanhado o que se tem verificado no resto do país. Neste sentido, salientou a importância da acção de prevenção da PSP, que evita acções mais contundentes.

Garantiu, a propósito, que a melhoria das condições da PSP foram sempre uma prioridade deste governo da República, que, garantiu, tem realizado um forte investimento nas condições operacionais.

Finalmente, constatou que “o índice de confiança dos portugueses atingiu o ponto mais elevado dos últimos 14 anos”, algo que, garantiu, também tem a ver com a manutenção da segurança pública, em tempos de crise. Circunstâncias que devem ser aproveitadas, também, para a promoção do país junto dos mercados estrangeiros.

Por fim, referindo-se à superintendente Madalena Amaral, afirmou que a mesma personifica as qualidades que se querem da PSP, para o país.

Seguiu-se uma cerimónia de imposição de condecorações a vários agentes e graduados.