Carlos Pereira critica Eduardo Jesus e o subsídio de mobilidade

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O candidato do PS à Assembleia da República, Carlos Pereira, foi à freguesia da Camacha avistar-se com os moradores da localidade, no ãmbito das acções de campanha do seu partido. Segundo disse, as preocupações dos moradores da localidade são iguais às dos restantes madeirenses – desemprego, pequenos empresários agastados com impostos, aumento da pobreza – agudizados pelo facto de se tratar de uma zona rural.

Insistindo no crescimento da economia e da criação de emprego, únicas formas de responder às desigualdades social que se vão acentuando, Carlos Pereira aproveitou a oportunidade para dizer, em relação ao subsídio de mobilidade estabelecido para a Região, que o PS está muito chocado com aquilo que tem vindo a público, por perceber que não há capacidade por parte do Governo Regional, de proteger a públicação. Referindo-se a uma entrevista concedida hoje pelo secretário regional da Economia a um órgão de comunicação regional, Carlos Pereira diz ter percebido que Eduardo Jesus “quer ser secretário nos Açores, quer ser ministro na República, mas desistiu de ser governo na Madeira, e defender os madeirenses”.

Jesus, acusou Pereira, quer ser ainda provedor da banca e da justiça, acusando os açorianos de estarem a receber um subsídio que, segundo ele, é irregular, ao invés de apresentar um modelo melhor para os madeirenses.

Ora, no entender de Carlos Pereira, o modelo que o Governo Regional criou não tem uma única vantagem, relativamente ao modelo em vigor nos Açores. E tem duas grandes desvantagens: o facto de a continuidade territorial terminar a partir dos 400 euros, e o reembolso ocorrer apenas passado depois de 60 dias.

Para estudantes, esse reembolso acaba por demorar ainda mais.

O novo subsídio de mobilidade é, portanto, “um logro”, que tem de ser revisto de forma urgente.

Amanhã, Carlos Pereira vai desenvolver uma acção de campanha no concelho da Ponta do Sol.