Pode parecer coisa pouca e risível, até. Mas a verdade é que as cidades turísticas dos países desenvolvidos levam-na a sério. Trata-se de algo que todos, numa ou noutra ocasião, precisamos de utilizar, e também aqueles que nos visitam, que, na maioria das vezes, não têm instalações condignas à disposição.
Dá pelo nome de casa de banho. E aparenta ser algo desconhecido para muitos elementos do chamado “povo superior”.
Na realidade, muitos recantos de ruas e praças da cidade, alguns mesmo elementos patrimoniais, como no caso de antigas casas senhoriais, servem frequentemente de mictório a não poucos cidadãos.
Exemplo disso é o que pode ser visto na Avenida Sá Carneiro, com o cartaz da estrelícia, flor que até dá o nome a um dos nossos mais conhecidos galardões de mérito turístico, a ser “regada” diariamente.
Como é sabido, chegam hoje muitos turistas nos navios de cruzeiro. Mas, e embora hajam casas de banho na gare marítima, as antigas casas de banho situadas à entrada do porto estão hoje encerradas, e são propriedade privada – aparentemente passarão a ser galeria de arte.
Já as instalações da Securitas, em frente a onde se embarca e desembarca do navio Lobo Marinho, têm uma casa de banho… apenas para uso do segurança.
O Funchal Notícias vem lembrar que a oferta de casas de banho também é um serviço público de uma cidade que se quer digna.
Em diversas cidades europeias, os WC são pagos. Exemplo disso é a turística Veneza, onde as casas de banho municipais custam nada menos do que 1,50 euro… por pessoa. Grupos de turistas e famílias pagam… e não bufam. E este é uma importante fonte de receita, entre muitas, para a cidade.
Mesmo em outras cidades,até nos restaurantes as casas de banho são pagas.
Resultado: gasta-se dinheiro – principalmente aqueles que têm dinheiro para gastá-lo… E as casas de banho públicas estão sempre asseadas.
Por que não aplicar na Madeira a mesma fórmula, com preços acessíveis?
Para estes serviços, poderiam recrutar-se reformados com pensões baixíssimas, que receberiam um pagamento, que até poderia ser retirado directamente do preço da entrada na casa de banho e das gorjetas, em troca de manterem o espaço limpo e vigiado. É uma solução que corresponde à dignidade que se quer para a urbe, e sem grandes encargos.
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