Lota degradada e com amianto pede a Humberto Vasconcelos nova solução

ESCARPA-CASINI 018À saída do Porto do Funchal, o cartaz que se apresenta a madeirenses e turistas é o que a imagem documenta: uma lota da cidade visivelmente degradada e com uma cobertura de amianto, inaceitável à luz das recomendações legais em vigor.
O Governo Regional e a CMF têm vindo a substituir os telhados de escolas e de bairros com coberturas semelhantes, condenáveis por lei. Intervenções necessárias e muito louváveis em nome da saúde pública.
No entanto, a Lota do Funchal persiste com a cobertura do perigoso amianto, para além da fachada degradada do imóvel, onde também já funcionou a Direção Regional das Pescas. Mas os tempos de hoje são outros e as regras de utilização dos materiais mudaram, tornando obsoletos e perigosos o que parecia uma moda.
O secretário regional da tutela, Humberto Vasconcelos, transferiu os serviços.administrativos para Câmara de Lobos, encerrando-os no Funchal. Uma opção que não foi do agrado de todos – trocar o centro da cidade por Câmara de Lobos não é prático para alguns -mas necessária e de louvar. A opção foi tomada em reunião do conselho do governo, presidida por Albuquerque, em nome da descentralização dos serviços públicos.
A Direção Regional das Pescas passou a estar instalada num edifício contíguo à Câmara de Câmara de Lobos, da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento.
Mas a Lota continua no ponto em que a foto documenta, assim como os serviços bio-oceanológios, sem condições adequadas de funcionamento. O estado de degradação é avançado. Sendo um homem de ação e atento, o secretário regional da Agricultura e Pescas deverá ter planos para o velho espaço. Mas há que os implementar rapidamente porque o cartaz não é nada favorável ao destino Madeira. Ainda por cima, é das primeiras vistas que os milhares de turistas observam à saída dos navios de cruzeiro.
O FN sabe que as opções de mudança colidem com certos interesses de agentes do setor, desde funcionários aos próprios homens do mar. Mas necessidade pode e muito, como já dizia o célebre escritor português Almeida Garrett.