Albuquerque desdobra-se em elogios a Passos Coelho

 

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Foto: Fabíola de Sousa

A Festa do Chão da Lagoa ainda tem a força de outros tempos e mesmo com o presidente do partido e do Governo Regional, Miguel Albuquerque, a recuperar de uma cirurgia, a conhecida “festa do povo da Madeira” não foi muito diferente dos tempos em que Alberto João Jardim liderava os destinos da Região.

Mais comedida, devido ao estado de saúde de Miguel Albuquerque, que mesmo em convalescença esteve sempre disponível para o povo e para acompanhar a ronda das barracas ao lado do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que nunca tinha estado na Festa do PSD da Madeira. Albuquerque não disse que não a nada, experimentou iguarias e bebidas, comeu massarocas e desdobrou-se em cumprimentos ao povo e aos camaradas de partido.

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Foto: Fabíola de Sousa

No que concerne, ao tradicional discurso político, não foi tão efusivo como Jardim, mas foi assertivo nos objectivos começando por lembrar que “o PSD/Madeira não está morto porque, “nós fizemos um congresso elegemos uma nova direcção, preparamos as eleições regionais, ganhamos as eleições com maioria absoluta a 29 de Março e agora vamos ganhar as eleições legislativas nacionais no dia 4 de Outubro”, frisou, acrescentando que o PSD/Madeira é um partido democrático e unido, “que não renega a sua história mas que está virado para o futuro da nossa terra e da nossa autonomia.

O chefe do executivo madeirense lembrou que em 100 dias de governo muitos compromissos já foram compridos, nomeadamente, a questão da descida das tarifas aéreas para residentes e estudantes, “nós no PSD não vendemos ilusões, dizemos a verdade, dizemos aquilo que vamos fazer e temos uma estratégia para o futuro. Não foi por acaso que íamos resolver o problemas das passagens aéreas que era um escândalo para os madeirenses e portossantenses que não podiam viajar para o continente. Está resolvido e vai entrar em vigor no próximo mês de Setembro”, vincou, adiantando que o Governo nacional vai abrir um concurso para fazer a ligação do ferry entre Lisboa e o Funchal.

“Este homem salvou o país”

A empatia com Passos Coelho é visível e Albuquerque não escondeu isso, pelo contrário, fez questão de pedir uma salva de palmas para Pedro Passos Coelho e já em tom de campanha eleitoral, elogiou o presidente do PSD/Nacional “este homem que está aqui pegou em Portugal num estado catastrófico, praticamente falido devido às politicas dos governos socialistas de má memória. Este homem pegou num país falido e resgatou o país da falência, teve a coragem e o patriotismo teve a determinação e sobretudo a firmeza de enfrentar as grandes dificuldades que o país atravessa na altura”, disse apelando de forma indirecta à reeleição do primeiro ministro.

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Foto: Fabíola de Sousa

“As pessoas têm de reconhecer que houve um trabalho de resgate de credibilização do nosso país e quem fez esse trabalho de recuperação do desastre socialista foi este homem, o presidente do nosso partido. O que eu pergunto é se de facto faz algum sentido no dia 4 de Outubro entregar o país ao Partido Socialista? que levou o país à falência. Não faz nenhum sentido”, referiu apelando, uma vez mais, ao voto em Pedro Passos Coelho.

Albuquerque foi mais longe e afirmou com toda a convicção que “este homem salvou o país e tem de continuar a governar para bem de Portugal e da Madeira. Este homem tem de continuar a governar para que possamos ter um país com futuro e justiça social para todos”.

Depois dos elogios ao primeiro-ministro, Miguel Albuquerque, lembrou que com a vinda de Passos Coelho à Madeira foi possível desbloquear um conjunto de dossier que estavam pendentes, assumiu que há um compromisso com Lisboa para a vinda do ferry e também comprometeu-se com uma nova lei fiscal para a Madeira, que diz ser apoiada pelo primeiro-ministro, assim como a construção de um novo hospital para a Madeira.