Chama-se Largo do Poço. Mas parece que a esplanada e os guarda-sóis absorveram o belo exemplar que ali fica, algures entre o Mercado dos Lavradores e a Casa da Luz.
A norte fica a Rua de Santa Maria que desemboca no Largo do Poço onde, em tempos, teria existido a antiga matriz de Nossa Senhora do Calhau.
A capela de Nossa Senhora do calhau foi levada por uma aluvião. Em seu lugar, mais para leste, construiu-se a igreja do Socorro. Surgiu ali, muito mais tarde, depois de canalizada a ribeira de João Gomes, o poço.
Foi também algures por ali, ligada à capela de Nossa senhora do Calhau, que esteve associado um antigo hospital, precisamente de Nossa Senhora do Calhau.
Esse hospital teve como primeira benemérita Constança Vaz, a mulher de um carpinteiro, que doou os primeiros terrenos de construção em 1477.
Desta história nada resta. Fica apenas o largo do Poço cuja construção remonta a 1870. E uma aguarela sobre papel de Max Römer, de 1942, que retrata a “Fonte do Largo do Poço”, o antigo Poço da Cidade, onde bebiam homens e animais, sobretudo cavalos.
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