Três presidentes com estilos bem diferentes

 

 

 

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A história da autonomia não começou mas passa  muito por estes três homens que a imagem documenta: Emanuel Rodrigues, Nélio Mendonça e Miguel Mendonça. Em diferentes tempos e com estilos inquestionavelmente distintos, chefiaram a Assembleia, o principal órgão da autonomia.

Emanuel Rodrigues deu o pontapé de saída. Ocupou a cadeira de presidente da Assembleia Regional nos finais da década de 70. Um tempo revolucionário, de alvor da Democracia e de tudo por construir em termos de edifício legislativo regional e até de desenvolvimento de uma Madeira colonizada e subdesenvolvida. Militante do PSD, sempre se destacou por não mostrar a típica fidelidade canina ao partido e ao jardinismo, saindo quando achava que o devia fazer. Advogado, profissão que continua a exercer hoje, deixou a militância ativa para dedicar-se à advocacia mas sempre um observador atento da política madeirense. Recentemente, surgiu na ribalta como mandatário da candidatura à liderança do PSD do vencedor Miguel Albuquerque.

O homem que se seguiu à frente da Assembleia foi Nélio Mendonça. Outra figura de relevo no panorama regional. Médico de carreira, bem visto pelos seus pares, acumulou com a política ao serviço do PSD, assim como com o futebol, tendo sido presidente do Nacional. Terá ficado mais na história como médico do que propriamente como político, ao defender um serviço regional de saúde próprio e a levar os primeiros cuidados de saúde a populações sem acesso a tratamentos.

O Hospital Dr Nélio Mendonça presta-lhe homenagem pelos contributos na saúde, dando ao hospital central da Região o seu nome.

Outro médico substituiu Nélio Mendonça: Miguel Mendonça. Uma figura de proa também do PSD, com grande fidelidade e amizade ao então líder Alberto João Jardim. Teve um mandato longo à frente da Assembleia Legislativa da Madeira com confrontos difíceis.

Mendonça passou também pela direção do futebol, tendo sido presidente do Marítimo.

O novo parlamentar, líder do PTP, confrontou-o com diversos incidentes em pleno plenário, o que levou Miguel Mendonça a pedir a intervenção da polícia, sendo o Parlamento notícia nacional. Além disso, a relação com os jornalistas nem sempre foi pacífica, sobretudo quando proibiu a entrada da classe no plenário com sapatilhas. No entanto, os que o conhecem de perto, garantem que Miguel Mendonça, apesar da distância que a imagem impõe, é um homem afável e humano. Foi sucedido pelo atual presidente da Assembleia, Tranquada Gomes.