Conforme avança a agência internacional de notícias Reuters, os países da zona euro procuraram evitar que se tornasse conhecido um relatório do próprio Fundo Monetário Internacional (FMI), um dos credores da Grécia, abordando a natureza da dívida daquele país.
A razão é compreensível, na medida em que este relatório vem dar razão ao Syriza e ao governo grego, pois chega à conclusão de que não existirá sustentabilidade das contas públicas da Grécia enquanto não se verificar “um alívio substancial da dívida”, que o FMI estima em cerca de 30 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
Este relatório, divulgado quinta-feira, veio reforçar a posição de Alexis Tsipras, defensor da reestruturação da dívida e contrário a mais austeridade, o qual tem contado com o apoio de prémios Nobel da Economia como Joseph Stiglitz e Paul Krugman, fortemente críticos em relação à atitude de uma Europa dominada por uma hegemonia alemã em relação à Grécia. Krugman chegou mesmo a declarar que a Alemanha é que deveria sair da zona euro, já que tem sido o país que mais tem beneficiado da moeda única, ao contrário de outros países economicamente menos poderosos.
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