Povo grego dá sinais de cansaço face à situação de cerco

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A situação na Grécia continua tensa, com longas filas a formarem-se junto dos multibancos para que os cidadãos possam recolher a sua ‘ração diária’ de dinheiro, limitado a quantias de 60 euros. Mas existe cada vez mais um sentimento de revolta dos gregos em relação à União Europeia e aos credores. Nos edifícios podem ver-se cartazes com dizeres como ´Não à UE e ao terrorismo do FMI’ e ‘Euro+Alemanha=Opressão’, segundo reporta o corresponde da BBC em Atenas,Joe Miller.

O líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, contrariou, entretanto, os apelos do primeiro-ministro Alexis Tsipras a um ‘não’ no referendo de domingo. Dijsselbloem garantiu que um não não criaria condições mais favoráveis para um acordo, ao invés do que defende Tsipras.

Entretanto, o FMI emitiu um relatório dizendo que a Grécia necessita de 50 mil milhões de euros extras durante os próximos três anos, para estabilizar as suas finanças,

No relatório, o FMI corta a sua previsão de crescimento económico este ano de 2,5% para zero, considerando que as mudanças nas políticas gregas e na perspectiva financeira desde o início de 2015 resultou num aumento substancial nas necessidades de financiamento.

Os bancos gregos estão fechados para todos os clientes, menos os pensionistas, e os atenienses adaptaram-se a uma rotina de crise que incoui a formação de filas frente aos multibancos já a partir da meia-noite.

Apesar dos enormes protestos dos últimos dias, começam a verificar-se sentimentos de cansaço no povo grego, que se encontra exausto face às dificuldades e à actual conjuntura. De resto, parece notório que os credores internacionais contam com isso para que a resposta do povo grego no referendo de domingo acabe por ser um ‘sim’ ao invés de um ‘não’. Veremos…

 

 

 

 


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