A tarde, a maresia e as gaivotas têm outro encanto no porto do Funchal

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Fotos Jacqueline Vieira.

A baía que as imagens documentam é bem madeirense: frente às Vespas. A objetiva de Jackeline Viera colheu as intrigantes imagens das frequentadoras habituais do porto do Funchal: as gaivotas. Alheias à azáfama marítima e disputas humanas, elas fazem-se passear de forma intrigante. Os pescadores e aficionados das atividades náuticas nem dão por elas, tão habituados que estão à sua presença.

Mas, em pleno porto, numa das esplanadas à beira mar, tomar um café e observar este quadro, tem certamente outro encanto. Um quadro que certamente levaria o poeta Cesário Verde a pintá-lo por palavras no seu livro Nós. A diferença é esta: Cesário desabafa: “Nas nossas ruas, ao anoitecer, /Há tal soturnidade, há tal melancolia,/ que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia / Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.” O Funchal Notícias compreende a melancolia do poeta mas, com a devida vénia ao imortal escritor, atreve-se a dizer, em contra corrente, que a nossa baía, as gaivotas e a maresia, despertam-nos uma felicidade indizível.

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