
O PS/M não se deixa deslumbrar com os brindes que o Primeiro Ministro anuncia na visita à Madeira. O líder considera que se trata de “uma deslocação que soube a muito pouco e acabou por transformar uma visita institucional numa campanha eleitoral descarada, com embaixadores locais muito empenhados, como o caso do Presidente do Governo Regional”.
Falando de aspetos concretos, Carlos Pereira salienta que “o governo da República está empenhado em privatizar a TAP antes do mandato terminar mas no que respeita ao Hospital novo da Madeira, sacode a água do capote para o próximo governo, mostrando que pouco se importa com os problemas que preocupam os madeirenses”.
Mas não só. O líder socialista considera que “o Primeiro Ministro mostra uma falta de sensibilidade muito grande por não reduzir os juros da divida pública à RAM, tornando os juros iguais aos que o estado paga no mercado, quando substituiu divida do FMI pelo mercado. o governo PSD/CDS está a fugir a esta incómoda questão mas o embaraço é cada vez mais notório”.
Mais crítico é ainda Carlos Pereira pelo “oportunismo eleitoralista do Governo PSD/CDS quando apresenta a transferência dos 43 ME do fundo de coesão como manifestação de solidariedade, quando estas verbas estão previstas na LFR e o Governo da República suspendeu a sua transferência”.
O PS observa, por fim, que “fica por comentar a alteração ao modelo de liberalização que vem ao encontro do que o PS-M sempre disse: o estabelecimento de um tecto máximo, mais baixo que o dos Açores. Estamos totalmente de acordo com o principio e esperemos que o mesmo seja aplicado já este ano. Contudo, há ainda algumas coisas por esclarecer sendo que a mais significativa é a relacionada com o bilhete corrido para o Porto Santo. Defendemos e exigimos que seja incluído na proposta para os porto-santenses pagarem mesma coisa que os madeirense, mesmo saindo do Porto Santo”.
Carlos Pereira
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





