
Funchal. Faltam 15 minutos para as 7 horas. A cidade acorda vagarosa. O trânsito que afunila as sempre exíguas e agitadas ruas da cidade é inexistente. Apenas o silêncio do começo de mais um dia. Os holofotes recaem sobre a emblemática Assembleia Legislativa da Madeira.

Esta semana, deputados e governo marcam o ponto para a discussão do programa de governo. Porém, a cidade alheia-se da chamada “arena” política que representa o hemiciclo. Com mais ou menos democracia, o ganha pão de muitos continua a faltar. Por isso, todos os amanheceres tendem a ser vazios e iguais quando não há trabalho que dignifique a alma dos desempregados e dos carenciados. O autocarro arranca rumo a Câmara de Lobos, deixando para trás as cogitações urbanas geradas à luz do amanhecer. Sim, senhores governantes, do governo e da oposição, enquanto houver alguém sem trabalho, nenhum programa de governo fará sentido se não tocar na alma desta gente que deixou de ser uma minoria.

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