Arguidos querem Carlos Alexandre fora do caso Cuba Livre

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O juiz Carlos Alexandre é persona non grata dos arguidos. Foto Semanário Económico

Silvia Ornelas (texto)

 

É uma investigação que promete ainda fazer correr rios de tinta. Os cinco arguidos do processo relacionado com a dívida escondida da Madeira – “Cuba Livre” – querem afastar o juiz Carlos Alexandre da fase de instrução do processo.

A notícia é divulgada pelo jornal nacional i, que faz saber que o processo está num impasse desde Janeiro porque os arguidos, ex-secretários de Alberto João Jardim, dizem que só um juiz da ilha da Madeira deve poder decidir se há fundamentos para levar o caso a julgamento. Uma posição que não tem sido sustentada pela justiça portuguesa

Os factos não são muito recentes. O processo remonta a 2011 e está arquivado desde Outubro por não ter sido possível reunir provas suficientes para acusar os políticos responsáveis pelas suspeitas de ilegalidades cometidas na elaboração dos Orçamentos da Madeira, suspeitos de prevaricação, falsificação e violação de regras orçamentais.

O PND tem sido a força política que na Madeira tem mais levado o caso adiante na justiça. Estes pediram abertura de instrução do processo para garantir um julgamento. Cabe agora ao tribunal da Relação de Lisboa decidir quem é o tribunal competente para o fazer.