Líder do CDS no ativo quer ver governo a resolver os problemas das populações

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O CDS-PP promete muito trabalho no Parlamento, após estas jornadas de reflexão.

José Manuel Rodrigues fechou hoje as Jornadas Parlamentares no partido, na Ribeira Brava. Novo recado passado ao governo regional social-democrata: a reforma política é importante mas não pode secundarizar os grandes problemas da população.

Num comunicado elaborado pela assessoria de imprensa, faz-se saber que o presidente do CDS/PP diz que a Madeira está a atravessar um ciclo terrível, marcado pelo aumento exponencial da pobreza, pelo crescente agravamento do desemprego (subiu quase 1% no último trimestre de 2015), pela emigração jovem e recorde de falências, mas apesar deste cenário crítico disse que nos próximos dias vamos continuar a ouvir o novo governo falar da reforma do sistema político.

José Manuel Rodrigues, que regressou ao ativo para encerrar as Jornadas Parlamentares do seu partido, na Ribeira Brava, depois de uma curta paragem para resolver um ligeiro problema de saúde, ressalvou que a reforma política é importante mas avisou que o CDS/PP não deixará que a maioria PSD se desvie daquilo que são os reais problemas das populações e empenhou a sua palavra na defesa de propostas que o CDS/PP já apresentou na ALM e de outros que saíram deste encontro de trabalho na Ribeira Brava.

José Manuel Rodrigues garantiu que o CDS/PP irá focar-se “naquilo que é mais importante para os madeirenses e portossantenses, que é fazer crescer a economia e o emprego”, por via de propostas para o seu partido já apresentou para resolver a estagnação da economia.

As Jornadas Parlamentares geraram, em jeito de conclusões, seis grandes objetivos a abraçar pelos parlamentares “populares”: utilizar o Centro Internacional de Negócios como estrutura estratégica para captar investimento externo e criar emprego; desenvolvimento do setor hoteleiro canalizando mais verbas para a promoção por forma a aumentar os níveis de ocupação (que ronda apenas 60%), bem como fazer crescer opreço por quarto; apostar na economia do mar e nas atividade turísticas e de lazer a ele associadas; reabilitação urbana das cidades e das freguesias gerando emprego e dinamização do setor da construção civil; requalificação dos recursos humanos considerando que mais de 50% dos desempregados têm pouco mais de seis anos de escolaridade, associando a este vetor um combate cerrado ao abandono escolar precoce.

Neste particular, o CDS/PP considera que a desigualdade no acesso ao saber e conhecimento é um dos problemas estruturais mais gravosos que a Madeira enfrenta pelo que sem a sua resolução não será possível promover o desenvolvimento económico e social da sociedade madeirense.

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Quanto aos constrangimentos no plano económico e social, José Manuel Rodrigues lembrou que é preciso atacar a pesada carga fiscal, as taxas e taxinhas, eliminar totalmente a taxa de uso portuário e criar um teto máximo para as passagens aéreas. O líder da oposição lembrou que desde o primeiro dia da liberalização o CDS defendeu sempre um preço máximo nas viagens ao contrário do PS e do PSD Madeira que foram os obreiros da liberalização.

A finalizar disse que “a Madeira tem um novo governo”, mas não está seguro de que “existe uma nova governação”, pois tendo em conta os sinais preocupantes que chegam à opinião pública, “este governo é mais continuidade do que renovação”.