São Jorge celebrado pelo CNE Madeira

cne

São cerca de 750 escuteiros católicos que estarão reunidos neste sábado, em Machico, para festejar o Dia de São Jorge, Santo a quem o criador do escutismo, Sir Baden-Powell, confiou a protecção dos membros deste Movimento Juvenil Mundial.

O dia será preenchido de actividades, em torno da lenda de São Jorge, recriando a Lenda do Dragão e da Princesa.

Padroeiro dos escuteiros católicos, São Jorge, reza a lenda, era um cavaleiro da Carpadócia (hoje Turquia), que conseguiu enfrentar e derrotar um dragão, resgatando uma donzela que iria ser morta pelo monstro e salvando uma aldeia pagã do terror que viviam perante o mesmo. Um acto que levou à conversão ao cristianismo, religião proclamada por São Jorge, dos que testemunharam o seu acto heróico.

Assim, Baden-Powell viu em São Jorge os princípios que queria para os seus seguidores: a unidade dos escuteiros a nível mundial, numa atitude fiel e corajosa de enfrentar os desafios da Vida e sob os ensinamentos de Deus.

São Jorge, cujo dia se comemora a 23 de abril, é também patrono dos soldados e da Inglaterra.

Programa Geral
09h15 – Concentração (Funchal)
Partidas dos autocarros
10h – Eucaristia (Igreja Matriz)
11h – Formatura (Fórum Machico) /Inicio da actividade
12h30 – Almoço
13H00 – Continuação do jogo
17h00 – Encerramento (Fórum Machico)
17h30 – Partida dos autocarros para o Funchal

Lenda do dragão e da princesa

Baladas medievais contam que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuía três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.

Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.

Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.

O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se O dragão (o demónio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.