
O cortejo alegórico da Festa da Flor voltou a encher as ruas do Funchal de cor e brilho, não fossem as flores um dos principais encantos da Madeira. Cerca de 1300 figurantes, devidamente agrupados, prestaram homenagem à flor, com carros alegóricos riquíssimos de imaginação e com coroas de flores a embelezar os figurantes que desfilaram pela Praça do Povo e Avenida do Mar.
Na tribuna VIP, o ainda presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim participava da festa ao mesmo tempos que dava dois dedos de conversa ao jornalista João Gabriel para a RTP, na cobertura do cortejo. Entre flores e música, Alberto João Jardim deixa o coração falar, olha para trás, e reconhece que se enganou porque não mediu bem o caráter de certas pessoas, julgou mal. Hoje, diz ainda o presidente cessante, há que dar mais atenção ao caráter porque admite se ter rodeado de pessoas que não pesou bem o caráter, apesar dos avisos. De resto, após a posse do novo governo a que vai assistir, vai decidir o que fazer, com serenidade. Não gosta de ficar à margem e promete intervenção como cidadão, mais na política nacional do que na regional.
Mas o tempo é de festa. Milhares de turistas inundam o Funchal para assistir a este cartaz da Festa da Flor que, segundo o Turismo, é o maior logo a seguir ao fim do ano. Os grupos, com pouca margem, saíram do carnaval e tiveram dois meses para pôr a criatividade a funcionar e criar deusas e deuses da flor. Um trabalho invisível, pela noite dentro, com costureiras a trabalhar horas a fio e com ensaios pela semana de trabalho dentro. Ninguém pára esta gente que vê nestes cartazes turísticos uma forma privilegiada de promover a Madeira e atrair turismo para dinamizar a economia. Os hoteleiros estão bem satisfeitos com os movimentos de overbooking a que se tem assistido por conta do evento.
Sentados na tribuna VIP ou alinhados nas principais praças do Funchal, o público assistiu, a partir das 16 horas, ao desfile de figurantes que representavam os encantos das flores, com a música de fundo bem estudada e a coreografia decorada.
Conceição Estudante, a secretária do Turismo despedia-se também do cargo de titular do Turismo, Cultura e Transportes. Mas também rejubilava com o impacto deste evento na promoção da Madeira.
A cobrir o desfile para a televisão, a estação pública fez deslocar ao Funchal bons profissionais, é certo. Mas talvez fosse desnecessário porque quer a RTP/M quer a RDP/M, hoje uma só empresa, têm jornalistas de mão cheia para fazer esse mesmo trabalho, poupando assim os parcos recursos do erário.
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