Sandra Nóbrega é a nova responsável pelo Teatro Municipal Baltazar Dias

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Sandra Assunção Nóbrega é a nova responsável, nomeada pela Câmara Municipal do Funchal, para as áreas ligadas à cultura. Substitui a artista plástica Teresa Brazão, quadro da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, há longo tempo destacada nas funções de directora do Departamento de Cultura da CMF. Teresa Brazão terminou ontem a sua comissão de serviço: regressa agora à DRAC, segundo nos confirmou a própria.

Sandra Nóbrega, com formação na área da comunicação social e relações públicas, não assumirá o cargo de directora do Departamento de Cultura, já que esse departamento foi reconvertido, no âmbito da nova orgânica que se está a implementar na autarquia. Antes, será chefe de divisão no novo Departamento de Economia e Cultura, criado através do despacho nº 1400/2015, ontem publicado no Diário da República, e que vem desvendar as linhas da estrutura nuclear do município do Funchal, constituída por onze unidades orgânicas nucleares – departamentos municipais.

As funções do novo Departamento de Economia e Cultura são: “supervisionar, apoiar e contribuir para o desenvolvimento do tecido económico local, promovendo e implementando medidas nesse sentido, e contribuir para o desenvolvimento cultural e turístico do concelho, implementando a política municipal adoptada nesse âmbito”.

Conforme apurámos, Sandra Nóbrega era já chefe, mas da Divisão de Informação e Atendimento ao Público. Sob a sua alçada deverão ficar agora o Teatro Municipal, as bibliotecas, arquivos e museus que estão sob a alçada da CMF.

No Teatro Municipal deverá permanecer, como responsável directo, o historiador Duarte Encarnação, já há tempos nomeado por Paulo Cafôfo para supervisionar as actividades naquela emblemática sala de espectáculos funchalense.

A dinâmica do Teatro Municipal Baltazar Dias foi muito criticada em anos mais recentes, por ter decaído significativamente desde uma época em que o então edil funchalense, Miguel Albuquerque, nela apostava fortemente. Mas isso foi antes de uma contenção orçamental que estrangulou as actividades culturais. Porém, já anteriormente a essa contenção – que inclusive gerou fricções públicas entre o vereador Pedro Calado e a então assessora do Departamento de Cultura, a entretanto falecida Maria Aurora Carvalho Homem – havia muitas críticas quanto à gestão do teatro: dizia-se que quem lá queria desenvolver algum tipo de actividade esbarrava fatalmente numa suposta programação sempre cheia, mas que não tinha correspondência na prática.

No entanto, e em tempos mais recentes, já sob a batuta de Paulo Cafôfo, as críticas inverteram-se. Há quem aponte baterias, por exemplo, ao facto do átrio do Teatro estar a servir para albergar eventos considerados “menores”, como por exemplo exposições dedicadas ao artesanato.

O Funchal Notícias tentou ontem contactar Sandra Nóbrega, com vista a uma hipotética declaração, mas não teve sucesso.

A CMF deverá, no futuro, supostamente, proceder a concurso público para as chefias de departamento e divisão, entre as quais o lugar que Sandra Nóbrega agora vem ocupar.