Paulo Cafôfo faz a apologia da reforma do Sistema Regional de Saúde

O líder parlamentar do PS-M defendeu, hoje, a reforma do Sistema Regional de Saúde, aproveitando os 50 anos da sua criação, que se assinalam no próximo ano. Nas Jornadas Parlamentares do Partido, que decorreram esta manhã, subordinadas ao tema ‘Saúde sem Barreiras’, Paulo Cafôfo considerou que é importante repensar o modelo actual, que apresenta vários problemas, e adiantou que está na hora de reformar o Sistema Regional de Saúde, ouvindo os seus profissionais.

Cafôfo alertou que o sistema não está a funcionar por diversos motivos, o principal dos quais o facto de a porta de entrada dos utentes estar a ser feita pelo serviço de urgência, quando a primeira resposta deveria ser dada pelos cuidados primários. “Está tudo invertido”, referiu, acrescentando que esta situação acaba por consumir profissionais e levar ao entupimento dos serviços. A isto acresce que a prevenção da doença – que deveria ser feita ao nível dos cuidados primários – acaba por ficar preterida, levando a um agravamento dos problemas.

“Estamos a tratar só doenças e a prevenir muito pouco. A prevenção é fundamental, particularmente numa Região em que vivemos menos dois anos do que no continente”, disse Paulo Cafôfo, realçando também o facto de o cancro ter uma prevalência na Região superior à média nacional na ordem de 12,9% e as doenças cardiovasculares na ordem de 15%.

A tudo isto, o líder da bancada parlamentar do PS acrescentou os 140 mil atos médicos em lista de espera e as centenas de casos de altas problemáticas.

O socialista frisou que está na hora de fazer uma reforma do Sistema Regional de Saúde, alertando que o Orçamento Regional na área da saúde está a financiar problemas. “Tem havido verbas, mas é para pagar dívidas anteriores. Se continuarmos a financiar problemas, nunca teremos a resolução desses problemas”, observou.

Para Paulo Cafôfo, há que avançar e melhorar, aproveitando inclusive o papel que as novas tecnologias e a Inteligência Artificial podem ter na saúde, pensando já no futuro Hospital Central e Universitário da Madeira.

O líder parlamentar apontou também a necessidade de uma melhor articulação entre a saúde e o social e voltou a frisar que, depois dos investimentos de milhões de euros no Hospital Doutor Nélio Mendonça, a infraestrutura deve ser usada como hospital com as valências de reabilitação, unidade do doente frágil, cuidados continuados e para acolher os casos de altas problemáticas.


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