O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) já veio esclarecer, perante as imagens divulgadas pelo deputado Miguel Castro, que a equipa de Vigilantes da Natureza que se encontra nas Ilhas Desertas “está em segurança, mantém contacto permanente com os serviços do Instituto e dispõe de um sistema de comunicações redundante, que assegura a capacidade de contacto mesmo perante eventuais constrangimentos nos meios de comunicação”.
Na sequência da divulgação de um vídeo que mostra episódios de precipitação intensa nas Ilhas Desertas, importa repor a verdade dos factos e tranquilizar, em particular, as famílias dos profissionais que ali desempenham funções, afiança o IFCN.
Segundo o presidente do IFCN, Manuel Filipe, «a segurança dos nossos profissionais é uma prioridade absoluta. A equipa está em segurança, em contacto permanente com o Instituto e dispõe de todos os meios de comunicação necessários para garantir essa ligação. Não existe qualquer situação que coloque em risco a vida dos nossos Vigilantes da Natureza».
Quanto às instalações que acolhem a equipa, “a casa foi construída e elevada precisamente para minimizar os riscos associados a eventuais episódios de precipitação intensa. Trata-se de uma estrutura de madeira sólida, concebida tendo em consideração as características específicas daquele território e as condições meteorológicas a que está naturalmente sujeito”.
Importa também recordar, acrescenta o IFCN, que, durante o período de Inverno, são habituais nas Ilhas Desertas episódios de precipitação intensa e condições meteorológicas adversas, circunstâncias que são conhecidas e tidas em conta na organização e no funcionamento das equipas que ali permanecem.
“O vídeo em causa foi divulgado por Fernando Chacón, colaborador da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), que também se encontra nas Ilhas Desertas, tendo sido posteriormente amplificado, nomeadamente por alguma oposição. A divulgação de imagens sem o necessário enquadramento e sem confirmação prévia da situação no terreno acabou por gerar um alarme injustificado, provocando preocupação junto das famílias dos Vigilantes da Natureza e dos próprios serviços do IFCN”, reconhece a instituição.
“É lamentável que imagens de um fenómeno meteorológico, que não é inédito, sejam utilizadas para transmitir uma ideia de perigo iminente que não corresponde à realidade. A divulgação de informação desta natureza exige responsabilidade, rigor e, acima de tudo, respeito pelas pessoas que estão no terreno e pelas suas famílias”, afirma Manuel Filipe.
O presidente do IFCN acrescenta que “não se pode confundir a ocorrência de chuva intensa com uma situação de emergência ou com a existência de vidas em perigo. O Instituto acompanha permanentemente as suas equipas, tem mecanismos de comunicação redundantes e assegura que os profissionais dispõem das condições necessárias para o exercício das suas funções”.
O IFCN reafirma, assim, que os Vigilantes da Natureza nas Ilhas Desertas estão em segurança, que o contacto com a equipa está assegurado e que não existe qualquer situação que coloque vidas humanas em risco.
E a instituição termina lamentando “a utilização de imagens descontextualizadas para alimentar preocupações e criar alarmismo junto da opinião pública”, e reiterando que a informação sobre a segurança dos seus profissionais deve assentar em factos confirmados e não em insinuações.
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