
O conhecido cantor madeirense Sérgio Borges, pelo seu percurso artístico e projeção nacional, já deveria ter sido um dos nomes distinguidos pelo Governo Regional. O lamento parte do filho, Daniel Trindade Borges, na sequência de mais uma homenagem do Governo Regional a figuras madeirenses de relevo que também se distinguiram pelo seu mérito.
O desabafo de Daniel Borges foi feito através das redes sociais, sem sequer questionar a lista dos recentes distinguidos. No entanto, lamenta, teria também sido de toda a justiça incluir o cantor Sérgio Borges.
O FN reproduz o desencanto de Daniel Borges: “Só queria deixar a minha desilusão e insatisfação, em relação as insígnias honoríficas dos 50 Anos da Autonomia da Madeira que foram entregues no Centro de Congressos da Madeira. Eu, sinceramente, estava à espera que o Governo Regional da Madeira atribuísse ao meu Pai e cantor Sérgio Borges a insígnia. O meu Pai foi o primeiro madeirense a ganhar o Festival da Canção em 1970, teve 7 músicas em primeiro lugar no Top Nacional, representou a Madeira durante 40 anos, em concertos em África, Europa, EUA, Japão e em todo Continente Português , para além de que foi o seu Conjunto Académico João Paulo que teve um impacto nas Comunidades Portuguesas, bastante relevante até os dias de hoje; foi a primeira banda a ter um Clube de Fãs, a usar a guitarra elétrica no nosso País. Infelizmente, já não é a primeira vez que este Governo desrespeita o meu pai. Em 2015, PROMETERAM uma rua com o seu nome!!! Enfim é o que temos. Fica as memórias do excelente pai que eu e as minhas irmãs tivermos! E muitos parabéns de coração a quem recebeu as insígnias”.
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