Vereador do CHEGA na CMF alerta que no Funchal há famílias à espera de casa

O vereador do CHEGA na Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos, voltou hoje, em reunião de Câmara, a colocar a habitação no centro da discussão política municipal, considerando que é necessário fazer muito mais para responder às dificuldades sentidas por muitas famílias funchalenses.
Os próprios números, diz, mostram a dimensão do problema. Em Janeiro de 2026 existiam 3.070 candidaturas à habitação social no Funchal, das quais 2.812 estavam activas, devidamente instruídas e a aguardar atribuição de habitação.
“Estamos a falar de 2.812 agregados familiares à espera de uma resposta. Não são apenas números numa folha. São pessoas, são famílias, são crianças, são idosos. São funchalenses que precisam de uma solução”, afirma Luís Filipe Santos.
O vereador lembra que, nas reuniões públicas da Câmara, é frequente assistir a munícipes que procuram o executivo para expor situações de grande dificuldade relacionadas com a habitação.
“Quem participa nas reuniões públicas sabe do que estamos a falar. Vemos pessoas a exporem a sua vida, a sua dor e as suas dificuldades porque precisam de uma casa. Quando temos 2.812 candidaturas activas e instruídas à espera de resposta, não podemos tratar a habitação como mais um assunto. Tem de ser uma prioridade absoluta.”
Luís Filipe Santos entende que é necessário construir e disponibilizar mais habitação, mas também melhorar a gestão do património habitacional que já pertence ao Município.
Nesse sentido, voltou a defender uma intervenção mais próxima nos bairros sociais municipais e uma reavaliação periódica das condições económicas, patrimoniais e familiares dos agregados que ocupam habitações municipais.
“É fundamental acompanhar a realidade das famílias que vivem nos bairros sociais. Saber quem continua a precisar do apoio, perceber quando as circunstâncias se alteram e garantir que os recursos municipais são geridos com justiça. Isto não é tirar casas a quem precisa. É precisamente garantir que a habitação social existe para proteger quem precisa dela.”
Para Luís Filipe Santos, esta fiscalização deve ser encarada também como uma forma de defender os próprios moradores dos bairros sociais e todos aqueles que cumprem as regras e continuam a necessitar de apoio público.
“Não podemos ter milhares de famílias numa lista à espera de uma resposta e, ao mesmo tempo, não fazer uma avaliação permanente da utilização do nosso parque habitacional. Justiça social também é garantir que os recursos públicos chegam a quem efetivamente necessita deles.”
A Estratégia Local de Habitação prevê cerca de 300 novos fogos até 2029. Perante 2.812 candidaturas ativas e instruídas, Luís Filipe Santos considera evidente a dimensão do desafio que o Funchal enfrenta.
“Os números falam por si. Temos 2.812 candidaturas ativas e instruídas à espera de habitação e uma previsão de cerca de 300 fogos até ao final do mandato. É preciso construir, recuperar, fiscalizar e encontrar novas soluções. É preciso fazer muito mais.”

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