O CHEGA/Ribeira Brava, pela voz de Roberto Gonçalves, veio questionar as condições das condutas de regadio na Rua dos Dragoeiros e exigir solução urgente para os agricultores.
Segundo a descrição do CHEGA, a situação na Rua dos Dragoeiros, na Ribeira Brava, continua a gerar preocupação
entre a população, desta vez devido às alterações introduzidas no sistema de condução e distribuição de água para regadio. De acordo com queixas transmitidas pelos agricultores, o trajecto das condutas terá sido alterado no âmbito da intervenção realizada naquela zona, tendo sido instaladas tampas e pontos de mudança do curso da água diretamente na via pública.
Para Roberto Gonçalves, autarca eleito pelo CHEGA à Assembleia de Freguesia da Ribeira Brava, esta solução levanta
sérias questões de segurança e de funcionalidade, sobretudo para quem depende diariamente da água de regadio para manter a sua actividade agrícola.
“Estamos a falar de agricultores que precisam de aceder às condutas para alterar o percurso da água. Quando essas tampas estão abertas, ficam na própria via, criando um obstáculo perigoso e impedindo a passagem de veículos. Isto não pode ser considerado uma solução adequada”, afirma.
“Foi-nos transmitido que os agricultores praticamente têm de se debruçar ou entrar dentro da conduta para conseguir efectuar a mudança do curso da água. Temos alguns agricultores idosos. É razoável exigir a uma pessoa com idade avançada que faça este tipo de operação para conseguir regar os seus terrenos?”, questiona.
O autarca considera que esta situação pode contribuir para desincentivar a actividade agrícola, num sector que continua a desempenhar um papel importante na economia e na identidade da Ribeira Brava.
“A agricultura não pode ser tratada como um incómodo ou como uma actividade secundária. Temos de criar condições para que os nossos agricultores possam continuar a trabalhar e não colocar obstáculos adicionais à sua actividade.”
Roberto Gonçalves questiona também a alteração do trajecto das condutas e exige que a Câmara Municipal esclareça publicamente quais foram os critérios utilizados para definir a nova solução, qual o motivo para a alteração e se foram avaliadas alternativas que garantissem melhores condições de segurança e utilização para todos os agricultores.
“A população tem o direito de saber por que razão foi escolhida esta solução e quem efectivamente beneficia dela. Se houve alterações ao trajecto anteriormente existente, a Câmara deve explicar de forma transparente os motivos e os critérios que estiveram na origem dessa decisão.”
Sabendo que a Câmara Municipal já realizou duas reuniões com os agricultores, tendo a última ocorrido no passado dia 6 de Julho, na qual, segundo os agricultores, ficou a promessa de que seriam adquiridas novas tampas provenientes de França para solucionar os problemas identificados.
Perante esta situação, e volvidos mais dois meses de inércia, Roberto Gonçalves questiona: “Mas afinal, estamos a resolver o problema ou estamos simplesmente a adiar a solução? Quantos meses mais terão os agricultores de esperar por umas tampas que, segundo foi transmitido, tiveram de ser encomendadas em França?”
Para o autarca, é fundamental que a autarquia apresente um prazo concreto para a resolução definitiva do problema, garantindo que as novas estruturas permitem o manuseamento seguro das condutas, não coloquem obstáculos à circulação automóvel e possam ser utilizadas por agricultores de todas as idades.
“Não podemos brincar com quem trabalha. Os nossos agricultores merecem soluções pensadas no terreno, segurança e respeito. Não podem ser obrigados a adaptar-se a uma obra mal concebida.”
“Estarei sempre ao lado de quem trabalha e contribui para a nossa economia. A agricultura da Ribeira Brava precisa de apoio, não de mais obstáculos. A Câmara tem de ouvir os agricultores, e corrigir o que estiver mal, apresentando soluções definitivas” sentencia.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





