A XXIV Regata Internacional Canárias – Madeira 2026 chegou ao fim após cinco dias de competição e cerca de 262 milhas náuticas de desafio oceânico, numa edição marcada pela exigência da travessia entre Tenerife e a Madeira, mas também pelo espírito de camaradagem e pela forte componente de acolhimento proporcionada às tripulações, refere uma nota do CNF.
“Organizada pelo Clube Naval do Funchal e pelo Real Club Náutico de Tenerife, a regata voltou a unir os dois arquipélagos através da vela oceânica, proporcionando às tripulações não apenas um desafiante percurso no Atlântico, mas também vários momentos de convívio e celebração após a chegada à Madeira”, refere o Clube Naval.
Com a chegada progressiva da frota à Madeira, o Village da Regata, instalado em São Lázaro, tornou-se também ponto de encontro das tripulações e das entidades envolvidas na competição.
No dia 3 de Setembro, a frota reuniu-se para um sunset no Village, num final de tarde marcado pela música ambiente, pelo convívio entre velejadores e pelo reencontro das tripulações em terra depois do desafio oceânico.
No dia 4 de Setembro, o Village voltou a receber a frota para mais um momento de celebração, desta vez com a actuação do Bailinho da Madeira, proporcionando às tripulações um contacto com uma das mais emblemáticas manifestações da cultura e tradição madeirenses, descreve o comunicado do clube.
Foi também neste momento que foram entregues os kits de boas-vindas às tripulações, preparados para assinalar a passagem dos participantes pela Madeira e pela XXIV Regata Internacional Canárias – Madeira. Os kits incluíram diversos produtos regionais, desde broas e bolo de mel, passando pelo Vinho Madeira e pela poncha, até às lembranças oficiais da prova, nomeadamente T-shirt, cresta e credencial.
Estes momentos permitiram reforçar o carácter de intercâmbio e hospitalidade da regata, criando oportunidades para que as tripulações pudessem conhecer e desfrutar de alguns dos sabores, tradições e elementos que caracterizam a identidade madeirense.
Depois da chegada dos veleiros à Madeira, a Quinta Calaça, sede social do Clube Naval do Funchal, recebeu a cerimónia oficial de entrega de prémios, reunindo velejadores, equipas, representantes dos clubes organizadores, entidades oficiais, parceiros e convidados.
A cerimónia contou com a presença do presidente do Clube Naval do Funchal, João Santos, do representante do Real Club Náutico de Tenerife, da vereadora da Câmara Municipal do Funchal, Helena Leal, e da secretária regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, em representação do Governo Regional da Madeira.
Estiveram igualmente presentes o capitão do Porto do Funchal, Ferreira Teles, a presidente da APRAM, Paula Cabaço, bem como representantes das entidades e parceiros que contribuíram para a realização da prova.
A cerimónia de entrega de prémios foi seguida de um jantar de confraternização, encerrando oficialmente a edição de 2026 num ambiente de celebração e convívio entre todos os participantes.
Na Classe OPEN, a vitória pertenceu ao BAHARI – AWARA, de Pedro Luis Hernandez Garcia.
Em ORC 2, o primeiro lugar foi conquistado pelo ANTIGUA CRAIOVA TEGUISE LANZAROTE, de YE Cabrera. O SWING, de José Augusto Araujo, terminou na segunda posição, enquanto o SORCERY, de Miguel Angel Betancort García, alcançou o terceiro lugar.
Na ORC 3, o triunfo foi para o MACACO, de Lucio Perez Aranaz. O MANITU, de Pedro Jesus Rodriguez, ficou em segundo lugar e o MATADOR, de Cristobal Amador Perez, completou o pódio.
Na Classe DUO, o vencedor foi o NAUTICUM, de Alejandro Falcon Santana.
Na Classificação Geral ORC, o ANTIGUA CRAIOVA TEGUISE LANZAROTE, de YE Cabrera, voltou a destacar-se, conquistando o primeiro lugar. O MACACO, de Lucio Perez Aranaz, terminou em segundo, o SWING, de José Augusto Araujo, em terceiro, o SORCERY, de Miguel Angel Betancort García, em quarto, e o VADIO IV, de Luis Edgar Cadeco Silva, em quinto.
A edição de 2026 ficará também marcada pela entrada do SORCERY, de Miguel Angel Betancort García, na história da Regata Internacional Canárias – Madeira.
Depois de, em 2024, o LOLA TRES, de Rafael Lasso Cabrera, ter estabelecido o então recorde da prova, com um tempo de 36h15m10s, o SORCERY conseguiu superar esta marca na edição de 2026.
A embarcação completou a travessia entre Canárias e Madeira em 33h33m57s, estabelecendo assim um novo recorde da prova em tempo real e reduzindo em mais de duas horas o anterior máximo alcançado.
O feito ganha ainda maior significado pelo facto de o SORCERY ter conquistado o Prémio Alivar Cardoso, uma das distinções mais emblemáticas da competição.
Ao longo da travessia, os velejadores enfrentaram cerca de 262 milhas náuticas entre Tenerife e a Madeira, numa prova que exige preparação, resistência, capacidade estratégica e adaptação às condições do oceano.
Mas a Regata Canárias – Madeira é também muito mais do que uma competição. É uma ponte entre as Canárias e a Madeira, que há décadas aproxima clubes, velejadores e comunidades náuticas dos dois arquipélagos, promovendo o intercâmbio desportivo, cultural e humano através da vela.
A XXIV edição fica assim marcada não só pelo desafio vivido no mar, mas também pelos momentos de convívio, pela hospitalidade e pela oportunidade de dar a conhecer às tripulações algumas das tradições, sabores e identidade da Madeira.
O Clube Naval do Funchal agradece portanto a todos os velejadores, clubes, entidades, parceiros, equipas técnicas e operacionais e voluntários que contribuíram para a realização de mais uma edição desta histórica regata, bem como a todos os que acompanharam e apoiaram a frota ao longo da sua chegada à Madeira.
A XXIV Regata Internacional Canárias – Madeira termina com a celebração dos seus vencedores e com a certeza de que o verdadeiro espírito desta prova se encontra na ligação entre dois territórios unidos pelo Atlântico e pela paixão pela vela, conclui o comunicado do CMF, que deixa um repto: “Até à XXV Regata Internacional Canárias – Madeira!”
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