JPP acusa GR de não prestar atenção ao perigo de derrocadas na Via Expresso

João Jesus acompanhou a visita do secretário-geral do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, ao troço da Via Expresso, no sítio da Pedra, também conhecido como Casa dos Guardas, onde têm ocorrido sucessivas derrocadas. O rosto do JPP no Porto Moniz lamentou, na oportunidade, o que classificou como falta de intervenção das entidades competentes, e acusou o Governo Regional de manter, há anos, uma situação de risco que coloca diariamente em perigo quem circula naquela via.

“Para o presidente do Governo Regional, o perigo iminente de derrocadas que já fez mais quatro feridos no sítio da Pedra é ‘demagogia política’”, criticou o porta-voz do JPP.

João Jesus recordou, contudo, que existem projectos de intervenção previstos e verba inscrita no Orçamento Regional desde 2015 para a execução do túnel João Delgado neste troço da via, “desde que Miguel Albuquerque chegou ao Governo”, sem que, até ao momento, tenha sido concretizada qualquer intervenção.

“Nada foi feito. Neste momento, a instabilidade no sítio da Pedra mantém-se e a queda de pedras ocorre com grande frequência”, alertou.

“Segundo estudos realizados pelo Governo Regional, sabe-se que, num percurso de cerca de 200 metros desta Via Expresso, caem praticamente todos os dias pedras de pequenas e grandes dimensões, na saída do túnel João Delgado e aqui na Pedra”, afirmou.

Para o militante do JPP, trata-se de uma situação particularmente preocupante tendo em conta o elevado volume de tráfego naquela estrada.

“Estamos a falar de uma estrada por onde passam cerca de cinco carros por minuto, o que representa aproximadamente 7.200 passagens por dia, durante 24 horas”, explicou João Jesus.

“Naturalmente, o fluxo de trânsito é ainda maior durante os períodos diurnos e, durante o período nocturno, há menos movimento”, acrescentou.

João Jesus criticou também aquilo que considera ser a falta de atenção do Governo Regional aos concelhos do norte da Madeira.

“O concelho do Porto Moniz tem cerca de 3.000 habitantes, mas parece que este Governo não tem interesse nem vontade de resolver o problema, talvez por considerar que este concelho não representa votos significativos”, disse-

“Assim, os concelhos do Norte continuam a ser tratados como secundários e esquecidos. Servem apenas para fotos de promoção da Madeira”, acusou.

O porta-voz do JPP alertou igualmente para os riscos associados ao turismo e à imagem da Madeira enquanto destino turístico.


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