CHEGA impedido de fiscalizar situação dos utentes no Hospital Dr. João de Almada

O Grupo Parlamentar do Chega Madeira, esteve hoje no Hospital Dr. João de Almada. O responsáveis deste partido deram conta de que pediram para visitar o piso 0, a cave do hospital, mas foi-lhes negado esse acesso por parte do SESARAM.

“Nós queríamos constatar in loco aquilo que se passa neste piso do Hospital, para onde foram transferidos utentes do Hospital Dr. Nélio Mendonça, há alguns meses”, disse Hugo Nunes. A intenção era verificar se a situação é realmente “tão grave quanto dizem”, disse o líder parlamentar do CHEGA, acusando o SESARAM de “sacudir a água do capote e dizer que está tudo bem”.

“Depois temos os auxiliares e os enfermeiros a pedir escusas de responsabilidade, porque não há condições neste piso, para albergar estes utentes”, asseverou.

O CHEGA diz que, depois da sua denúncia, o SESARAM “instalou estores e linhas telefónicas”, mas vê esta proibição de visita aos parlamentares como a confirmação de que “algo se passa cá dentro”.

“Não estão a deixar ver todo o problema que se passa neste piso”, disse.

Para Hugo Nunes, “é muito grave” impedir os deputados de fazer o seu trabalho fiscalizador nos edifícios públicos.

“Temos também a informação de que na cozinha deste hospital trabalhavam 14 pessoas, mas actualmente estão só 10 a trabalhar”, acrescentou, criticando que “com a vinda de trinta camas para este hospital, não houve o reforço da equipa”. Daí que o pessoal esteja “sobrecarregado” e sem condições de trabalho.

Questionado sobre se a questão não será a salvaguarda da privacidade dos utentes, o CHEGA diz que a mesma seria mantida, e considerou que acima da privacidade está a constatação do bem-estar de todos os utentes.


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