Rui Marote
Na tarde de ontem, data de grande movimentação na baixa com a movimentação do Rali da Madeira, a cidade do Funchal transformou-se na cidade de Ho Chi Minh (vulgarmente conhecida como Saigão). Uma cidade no Vietname do Sul célebre pelo papel central que desempenhou na Guerra, e que possui um intenso tráfego de motorizadas. Curiosamente, a celebração do automóvel no Rali levou à baixa muita gente que se deslocou de moto… E encheu os passeios.
O Funchal partilha hoje com cidades asiáticas uma intensa circulação de motas e scooters nas suas ladeiras íngremes, circunstância impulsionada pelo clima ameno, relevo acidentado e agilidade no tráfego urbano.
Enquanto decorria a super especial do Rally da Madeira quem percorresse a pé a Avenida Arriaga , Rotunda do Infante, Rua do Aljube e outras artérias da cidade “media” o número de motocicletas que bloqueou passeios, entradas de apartamentos, lojas, etc. num verdadeiro “enxame vivo de motas”.
O Funchal tem hoje mais motas devido à facilidade legal de condução com carta de carro e à tentativa de fugir ao trânsito, lembrando cidades da Ásia.
Toda esta mudança tem impactos no Funchal: motas estacionadas em cima do passeio bloqueiam a passagem de peões e pessoas com deficiência; e o número de acidentes envolvendo veículos de duas rodas tem disparado na Madeira. Além do mais, são comuns entre muitos motociclistas menos responsáveis as manobras perigosas por entre carros, aumentando o risco de colisões. E o pior é o brulho constante de motas com escapes modificados e estrondosos, que afecta o descanso dos moradores e transeuntes.
Ficamos com as imagens deste parque de veículos de duas rodas com tendência a duplicar.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.












