PSD critica cortes, aumento da despesa jurídica e questiona auditoria na Câmara de São Vicente

Os vereadores do PSD na Câmara Municipal de São Vicente aproveitaram o período antes da ordem do dia da mais recente reunião do executivo para levantar várias questões relacionadas com a gestão municipal, apontando críticas aos cortes no apoio às instituições, ao aumento da despesa com assessoria jurídica e à demora na divulgação dos resultados da auditoria às contas do anterior executivo, refere uma nota.

O vereador António Gonçalves congratulou a Casa do Povo de São Vicente pela realização do concurso “Enfeite dos Fontenários de São João”, destacando a importância da iniciativa para a preservação das tradições locais. No entanto, lamentou a falta de limpeza dos contentores do lixo no espaço onde decorreu a ceia de São João, sendo esta responsabilidade da Câmara Municipal.

Durante a reunião, o autarca social-democrata felicitou ainda a concretização do projecto de requalificação da antiga Escola das Ginjas para habitação, recordando que se trata de uma iniciativa lançada pelo anterior executivo e que os respetivos fundos ficaram assegurados para a sua execução.

António Gonçalves quis igualmente saber o ponto de situação da auditoria às contas do anterior mandato, salientando que, decorridos oito meses desde o início do atual mandato, ainda não foram apresentados resultados. O vereador sublinhou que o actual executivo recebeu uma autarquia com uma situação financeira que classificou como estável, referindo uma dívida de quatro milhões de euros e um saldo de gerência de um milhão de euros.

Outra das críticas incidiu sobre o aumento da despesa com assessoria jurídica. O vereador afirmou não compreender a subida do valor da avença, que passou de 24 mil para 150 mil euros anuais, estimando que, ao longo dos quatro anos de mandato, este encargo possa atingir os 600 mil euros.

O PSD manifestou ainda preocupação com os cortes aplicados às instituições do concelho, apontando como exemplo o encerramento do projecto SPA Sénior da Casa do Povo de Boaventura, destinado ao apoio da população idosa. António Gonçalves considerou contraditório reduzir apoios sociais enquanto aumenta a despesa com serviços jurídicos.

Antes de terminar a sua intervenção, o vereador felicitou a Casa do Povo de Boaventura pela realização de mais uma edição da Feira das Sopas, esclarecendo que as suas críticas não se dirigem à gestão da instituição, mas sim aos critérios utilizados pelo executivo municipal na redução dos apoios às associações do concelho.

Também a vereadora Rosa Castanho apresentou várias preocupações relacionadas com serviços prestados à população. Questionou as falhas verificadas no transporte escolar para a Escola da Boaventura e manifestou preocupação pelo facto de o serviço ter sido assegurado por condutores sem formação específica para o transporte de crianças.

A autarca social-democrata alertou igualmente para os problemas recorrentes de falta de água nas localidades das Ginjas e das Feiteiras, situação que, segundo referiu, tem provocado constrangimentos tanto aos residentes como aos estabelecimentos de alojamento local.

Por fim, Rosa Castanho revelou que tem sido abordada por munícipes e operadores turísticos relativamente à implementação da taxa turística, nomeadamente sobre a plataforma destinada à entrega daquela receita.


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