JPP afirma que o comércio do Funchal passa por um dos períodos mais difíceis dos últimos anos

O JPP afirma que o comércio do Funchal atravessa um dos períodos mais difíceis dos últimos anos. “O aumento dos custos de funcionamento, a subida das rendas comerciais, a quebra do poder de compra das famílias e a crescente dificuldade em manter atividade económica sustentável estão a colocar as micro e pequenas empresas sob enorme pressão”, consideraram este sábado os vereadores do Juntos Pelo Povo (JPP), na Câmara Municipal do Funchal (CMF).

Fátima Aveiro e António Trindade realizaram hoje uma acção no centro do Funchal, junto dos comerciantes, para explicar algumas das propostas que o JPP tem levado às reuniões da CMF. “Esta iniciativa pretende alertar para uma realidade visível nas ruas da cidade e sentida diariamente por comerciantes e empresários, mas para a qual a Câmara PSD/CDS continua sem apresentar programas estruturados de apoio ao comércio local, ao pequeno investimento e ao empreendedorismo”, referiram.

A iniciativa “JPP no Terreno” desenvolveu-se na freguesia da Sé e juntou autarcas, dirigentes e deputados do partido, “numa ação de proximidade para ouvir comerciantes, empresários e trabalhadores que lutam diariamente para manter portas abertas, preservar postos de trabalho e continuar a dar vida ao centro da cidade”, explicaram os autarcas.

“O sentimento que encontrámos foi claro”, referiram Fátima Aveiro e António Trindade, afirmando: “Há preocupação, desgaste e uma crescente percepção de abandono. Muitos comerciantes sentem que a autarquia deixou de olhar para o comércio tradicional como um setor estratégico para a economia local, para a dinâmica urbana e para a própria identidade do Funchal. Mais incompreensível se torna esta ausência de resposta quando o município dispõe de condições financeiras para agir.”

Na última reunião da Câmara, na passada quinta-feira, os vereadores do JPP apresentaram uma proposta concreta de apoio ao comércio local e ao empreendedorismo, no valor de 480 mil euros. “Uma verba que representa apenas 0,35% do orçamento municipal de 136 milhões de euros para 2026 e cerca de 1,6% do excedente orçamental de 33 milhões de euros”, afirmam.

Fátima Aveiro e António Trindade acrescentam: “Falamos de uma medida equilibrada, responsável e perfeitamente suportável pela autarquia, com potencial impacto directo na dinamização económica da cidade, no apoio a centenas de micro e pequenas empresas e na criação de condições para novos projetos empresariais. Ainda assim, PSD e CDS optaram por chumbar esta proposta”, lamentam.

Para o JPP, o chumbo do PSD/CDS representa um sinal político preocupante. “Demonstra falta de prioridade para quem investe, arrisca, cria emprego e mantém viva a economia local. Demonstra também uma visão distante da realidade que hoje se vive no Funchal”, destacam: “Enquanto muitas autarquias do país reforçam mecanismos de apoio ao comércio tradicional, programas de incentivo ao empreendedorismo jovem, medidas de dinamização urbana e instrumentos de apoio à modernização dos negócios, no Funchal continua a faltar visão estratégica, capacidade de antecipação e vontade política.”

O comércio local “não pode sobreviver apenas de discursos institucionais, de manchetes ocasionais ou de fotografias de entrega de vouchers, precisa de políticas públicas consequentes, medidas concretas e instrumentos eficazes de apoio a quem trabalha, investe e assume riscos diariamente”.

“Governar é saber definir prioridades. E quando existem recursos financeiros disponíveis, mas falta vontade política para apoiar quem sustenta a economia local, isso deixa de ser uma limitação financeira. Passa a ser uma opção política”, concluem.


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