Governo Regional reafirma compromisso com as famílias e a parentalidade

O Parque Urbano da Nazaré acolheu, esta sexta-feira, uma celebração intergeracional do Dia da Família, promovida pela Casa do Voluntário, que reuniu dezenas de famílias, jovens e seniores num ambiente de convívio, música, teatro e animação, conforme nos dá conta um comunicado oficial.

A iniciativa contou com a participação da Garouta do Calhau, Causa Social, Lar do Porto Moniz, Casa do Povo de São Martinho e Direção Regional de Juventude, reforçando o espírito de proximidade e comunidade que marcou toda a tarde.

Presente no evento, a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, referiu o papel essencial da família enquanto “primeiro lugar de pertença, onde aprendemos a amar, cuidar, respeitar e partilhar”.

Perante uma sociedade cada vez mais marcada “pela rapidez, pelo individualismo e por formas silenciosas de solidão”, a governante defendeu a necessidade de reafirmar a família como núcleo fundamental de solidariedade e coesão social.

Na sua intervenção, Paula Margarido alertou para os desafios demográficos e sociais que a Região enfrenta, defendendo que “cuidar das famílias não é apenas uma questão afetiva: é uma prioridade estratégica e civilizacional”.

Citando António Bagão Félix, recordou que “não há solidariedade geracional sem solidariedade familiar”, defendendo políticas públicas orientadas para a dignidade, estabilidade e qualidade de vida das famílias madeirenses.

A secretária regional apresentou ainda dados recentes sobre a realidade da maternidade na Região Autónoma da Madeira. Em 2025, 1.714 mulheres residentes foram mães, resultando em 1.745 nados-vivos, números que confirmam a quebra estrutural da natalidade nas últimas décadas, quando se registavam mais de três mil nascimentos anuais.

Os indicadores revelam também novas dinâmicas sociais e familiares: a idade média da maternidade subiu para os 30,6 anos; 12,7% das mães residentes têm nacionalidade estrangeira, maioritariamente venezuelana e brasileira; e mais de 62% dos bebés nasceram de mães não casadas, refletindo diferentes modelos de organização familiar.

No contexto laboral, Paula Margarido disse que 78,1% das mães residentes na Madeira estavam empregadas em 2025, num contexto em que a Região apresenta actualmente a taxa de desemprego mais baixa do país, fixada nos 4,5% no primeiro trimestre de 2026.

A governante realçou também o reforço do apoio social à parentalidade. Em 2024, o Instituto de Segurança Social da Madeira processou cerca de 7,5 milhões de euros em subsídios parentais, abrangendo 1.982 beneficiárias, com um valor médio de 3.789 euros por mãe, o mais elevado desde que há registo.

A licença parental apresentou uma duração média de 109 dias, sendo o Porto Moniz o concelho com o período médio mais elevado, atingindo os 115 dias.

“Mais importante do que os números é aquilo que eles representam: a garantia de que nenhuma família deve sentir-se sozinha num momento tão transformador como o nascimento de um filho”, afirmou.

Ao longo da tarde decorreram actuações musicais, representações teatrais e diversas atividades lúdicas dirigidas a todas as gerações, num ambiente de celebração e partilha.

Na conclusão da intervenção, Paula Margarido deixou uma mensagem de reconhecimento “a todas as mães, pais, avós e cuidadores” que diariamente “fazem da dedicação aos outros a sua maior missão”, reafirmando o compromisso do Governo Regional na construção de “uma Madeira mais humana, mais próxima e mais solidária”.


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